terça-feira, 6 de setembro de 2016

V SEMINÁRIO DO PROGRAMA DE ANÁLISE DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS DA REGIÃO SUL

As Secretarias de Estado da Saúde do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realizaram em Curitiba, dia 26 de outubro de 2016 o V SEMINÁRIO DO PROGRAMA DE ANÁLISE DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS DA REGIÃO SUL COM O TEMA:

A importância e os benefícios do Sistema de Gestão da Segurança e Qualidade de frutas, legumes e hortaliças na cadeia de abastecimento como medida de promoção ao consumo consciente e a proteção da saúde pública.



ABAIXO ENCONTRA-SE A PAUTA DO EVENTO:


  • Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos - PARA : Resultados, comparativos com outros países e perspectivas.
  • Legislações estaduais de Rotulagem e Rastreabilidade de frutas, legumes e verduras no Estado do Paraná e de Santa Catarina.
  • A responsabilidade da cadeia de produção e comercialização de frutas, verduras e legumes do
  • campo à mesa na implementação de sistemas de gestão da qualidade de alimentos.
  • Experiências, avanços e desa􀀺os na implementação da produção integrada e a certi􀀺cação de frutas, legumes e verduras.
  • A atuação do Ministério Público frente ao monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos
AS INSCRIÇÕES PODERÃO SER FEITAS A PARTIR DO DIA 12 DE OUTUBRO DE 2016 PELO SITE DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ OU NO  LINK ABAIXO: 


CLICK AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO A PARTIR DE 12/09/2016



O EVENTO ACONTECERÁ NO AUDITÓRIO DO

  SEBRAE,  Rua Caeté, 150, Parolim, Curitiba

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ministério da Saúde da Itália restringe uso de glifosato

Agrotóxicos

Ministério da Saúde da Itália restringe uso de glifosato

Decreto retira autorizações de comercialização de mais de 85 herbicidas e proíbe seu uso em que hajam pessoas expostas

São Paulo (SP), 
O decreto elaborado pela ministra de Saúde da Itália estabeleceu que seja retiradas as autorizações de comercialização de mais de 85 produtos fitossanitários que contêm glifosato como substância ativa - Créditos: Reprodução
O decreto elaborado pela ministra de Saúde da Itália estabeleceu que seja retiradas as autorizações de comercialização de mais de 85 produtos fitossanitários que contêm glifosato como substância ativa / Reprodução
Nesta segunda (22), a ministra de Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, publicou um decreto para retirar as autorizações de comercialização de mais de 85 produtos fitossanitários que contêm glifosato como substância ativa.
Glifosato é o nome de um herbicida patenteado pela Monsanto em 1974, que tem efeitos cancerígenos comprovados e denunciados internacionalmente.
A decisão também inclui a proibição do uso da substância em áreas “frequentadas pelo público ou por grupos vulneráveis, como parques, jardins, quadras esportivas e recreativas, áreas com brinquedos para crianças e centros de saúde”.
A partir da vigência deste decreto, a Italia estabelece a obrigação de que os produtos que contenham a substância sejam etiquetados com advertências até 20 de setembro.
Roberto Montalvo, presidente da Coldiretti, a principal organização de empreendedores agrícolas da Europa, com mais de 1,5 milhão de associados, afirmou que, com esta decisão, "a Itália se coloca na vanguarda na Europa e no mundo no que se refere a políticas de segurança alimentar e ambiental”.
A Coalizão Stop Glifosato afirmou que “a Itália e outros países europeus têm proibido esta prática, mas não o suficiente".
"É necessária a proibição total do uso de glifosato na agricultura, mas também é necessário proibir a importação de trigo tratado com este herbicida, para proteger nossa saúde e a produção de trigo na Europa que tem os mais altos padrões de proteção ambiental”, declarou em nota.

Histórico na Europa

Ele começou a ser combatido mais efetivamente depois de 2015, quando a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, dependente da OMS) o catalogou como “provavelmente cancerígeno para humanos”.
Diante disso, a União Europeia aprovou sua comercialização até finais de 2017, à espera dos ditames finais da Agência Europeia de Produtos Químicos, mas propôs restringir a utilização de herbicida em parques, praças e outros espaços públicos.
Também foi proibida a utilização de glifosato imediatamente antes das colheita de produtos agrícolas. 

Brasil

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. De acordo aos dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nos últimos dez anos o mercado de agrotóxicos no Brasil cresceu190%.
Em dossiê apresentado pela Abrasco e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2015, afirma-se que 70% dos alimentos in natura consumidos no Brasil estão contaminados por agrotóxicos. Segundo a Anvisa, 28% desses alimentos contêm substâncias não autorizadas.
Cada brasileiro cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a duas garrafas e meia de refrigerante, ou a 14 latas de cerveja. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70 mil intoxicações agudas e crônicas.

Ameaça legislativa

Além de o cenário atual ser crítica, é possível que haja a aprovação do Projeto de Lei nº 6299/2002, o PL dos Venenos, como é denominado por defensores da produção sem agrotóxicos. Ele traz um conjunto de propostas de alteração da lei nº 7802/1989, que rege o tema, e fará com que se amplie o uso e o consumo dos agrotóxicos no território nacional.
A proposta altera o nome de "agrotóxicos" para "defensivos fitossanitários" e traz outras armadilhas, como a criação de uma CNTFito, instituição semelhante à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que teria a função de avaliar quais agrotóxicos seriam liberados para utilização, retirando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Anvisa a atribuição de realizar o processo de avaliação de pedidos de liberação comercial.
O PL também propõe a limitação da atuação das unidades federativas sobre o tema, o que dificultaria a criação de leis estaduais para restringir o uso desses produtos.

Tradução: María Julia Giménez

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Leia mais em BRASIL DE FATO