sexta-feira, 31 de julho de 2009

Perguntas sobre a Gripe H1 N1 e a suspensão das aulas no Paraná.

Apesar de ser favorável a suspensão das atividades onde ocorram agrupamentos da população em momentos como o que estamos vivendo com a Gripe H1 N1, sou consciente, também, de problemas que acabam por prejuicar toda a vida cotidiana das pessoas, em especial, aquelas relacionadas ao pão nosso de cada dia. No site Dr. Rafael Iatauro, estão postadas perguntas sobre esta questão.

A matéria vem com o seguinte título:

Os outros problemas da suspensão das aulas.

" -Com as escolas fechadas quem distribuirá o leite das crianças, 150.000 litros por dia?

- Há centenas de milhares de crianças que só comem por dia a merenda escolar, quem substituirá esse “reforço” alimentar.

- Pais de família pobres se organizam em função dessa segurança e tempo que seus filhos dedicam à escola, e trabalham nesse período, catando papel, na construção civil, como diaristas etc. Voltando as crianças para casa, com quem ficarão?

- Quem pode socorrer com mais propriedade, uma escola publica, ou uma família pobre, isolada em uma favela, sem telefone, sem dinheiro, ou numa longínqua localidade rural?

- Hoje, pelo final da tarde, já vi, grupos de crianças uniformizadas em bandos andando pelas ruas, elas estarão ou não mais protegidas nas escolas, ou em bandos nas ruas?"

Leia mais (http://www.rafaeliatauro.com.br/)


quarta-feira, 29 de julho de 2009

SBPC discutiu transgênicos em Manaus.

No site da AS-PTA com matéria postada no dia 17/07/2009 temos a informação de que na 61a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência foi debatido o tema ligado à ciência e ética na aprovação e uso de transgênicos.

"Os participantes também aprofundaram conceitos sobre as ciências da precaução e da agroecologia como contraponto ao reducionismo do enfoque da transgenia. A mesa foi coordenada por Paulo Kageyama, professor titular da Esalq/USP e membro da CTNBio, e contou com a participação de Rubens Nodari, professor titular da UFSC e de Gabriel B. Fernandes, agrônomo, assessor técnico da ONG AS-PTA."

No site da AS-PTA você poderá obter as palestras feitas pelos debatedores que estão a disponíveis para download.

AS-PTA: agricultura familiar e agroecologia.

Um chamado a reflexão.

A Empresa Monsanto tenta impedir distribuição de Cartilha Sobre Alimentos Orgânicos.

A informação está sendo veiculada na internet: Cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida.

A cartilha "O Olho do Consumidor", que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do "Selo do SISORG"(Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor. O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição.

A proibição se deu por conta do item 5 da página 7, onde se lê: "O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies".

Verifiquei no site do Ministério da Agricultura e Pecuária se lá estava a publicação para que eu pudesse baixar a cartilha. O resultado é que a página responde com a seguinte mensagem:
Not Found
The requested URL /images/MAPA/arquivos_portal/ACS/cartilha_ziraldo.pdf, as not found on this server, ou seja, foi tirada do ar.

Não satisfeito com tamanho despropósito e atentado ao direto individual e coletivo, diga-se, garantido pela Constituição Federal, continuei minha busca. Consegui localizar a cartilha no site da Rede Brasileira de Agroecologia, que está a disposição para conhecimento.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O que são commodities

Definição

Commodities (significa mercadoria em inglês) pode ser definido como mercadorias, principalmente minérios e gêneros agrícolas, que são produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial. As commodities são negociadas em bolsas mercadorias, portanto seus preços são definidos em nível global, pelo mercado internacional.

As commodities são produzidas por diferentes produtores e possuem características uniformes. Geralmente, são produtos que podem ser estocados por um determinado período de tempo sem que haja perda de qualidade. As commodities também se caracterizam por não ter passado por processo industrial, ou seja, são geralmente matérias-primas.

Existem quatro tipos de commodities:

Commodities agrícolas: soja, suco de laranja congelado, trigo, algodão, borracha, café, etc.
Commodities minerais: minério de ferro, alumínio, petróleo, ouro, níquel, prata, etc.
Commodities financeiras: moedas negociadas em vários mercados, títulos públicos de governos federais, etc.
Commodities ambientais: créditos de carbono

O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities. As principais commodities produzidas e exportadas por nosso país são: petróleo, café, suco de laranja, minério de ferro, soja e alumínio. Se por um lado o país se beneficia do comércio destas mercadorias, por outro o torna dependente dos preços estabelecidos internacionalmente. Quando há alta demanda internacional, os preços sobem e as empresas produtoras lucram muito. Porém, num quadro de recessão mundial, as commodities se desvalorizam, prejudicando os lucros das empresas e o valor de suas ações negociadas em bolsa de valores.

Texto extraído de Sua pesquisa.com

domingo, 26 de julho de 2009

Estrogênio sintético e câncer de mama.

Tenho buscado entender melhor essa questão. Não tendo experiência sobe o assunto, tenho tido dificuldades em localizar artigos científicos que possam colaborar no entendimento do assunto.
Peço então, a gentileza, para aqueles que visitarem esse blog, que se tiverem referências científicas sobre o assunto, e quiserem colaborar, que me enviem referências para que aqui se possa postar matéria sobre essa questão.

Agradecido

Alfredo Benatto

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Três comissões discutem produtos transgênicos e uso de agrotóxicos no Brasil.

Agência de Notícias do Senado trás matéria, postada hoje 22/07/2009 às 12h 50, informando que o controle sobre produtos agrícolas geneticamente modificados, em especial o milho, será discutido em audiência pública nas comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), porém não informa a data em que ocorrerá tal evento. Os dois colegiados também realizam, em conjunto com a comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), debate sobre a utilização de agrotóxicos na agricultura brasileira. Ainda está programada na CCT audiência pública para discutir projeto que determina a rastreabilidade de agrotóxicos.
Notícias sobre dificuldades de controle da primeira safra de milho transgênico autorizada pelo governo motivaram proposta para debater a comercialização do produto, a partir de requerimento apresentado pelas senadoras Serys Slhessarenko (PT-MT), na CRA, e Marina Silva (PT-AC), na CMA.

Leia mais na Agência do Senado

domingo, 19 de julho de 2009

Grupos da Rede Ecovida de Agroecologia no Sul do Paraná

A Rede Ecovida de Agroecologia é composta de agricultores familiares, técnicos e consumidores reunidos em associações, cooperativas e grupos informais que, juntamente com pequenas agroindústrias, comerciantes ecológicos e pessoas comprometidas com o desenvolvimento da agroecologia, tem como objetivo:

1. Desenvolver e multiplicar as iniciativas em agroecologia;
2. Estimular o trabalho associativo na produção e no consumo de produtos ecológicos;
3. Articular e disponibilizar informações entre as organizações e pessoas;
4. Aproximar, de forma solidária, agricultores e consumidores;
5. Estimular o intercâmbio, o resgate e a valorização do saber popular;
6. Ter uma marca e um selo que expressam o processo, o compromisso e a qualidade.

No quadro abaixo temos a demonstração do total de famílias e pessoas que compõe o Núcleo Maurício Burmester do Amaral, bem como o total de hectares cultivados agroecologicamente por esse núcleo que foi gentilmente cedido para que aqui no blog se possa demonstrar que é possível possível plantar sem venenos e de maneira agroecologica com preservação ambiental, garantindo a saúde ambiental e à saúde humana.



Veja mais na página da Rede Ecovida de Agroecologia

Secretaria da Agricultura do Paraná informa que é mais veneno do que o informado.

Dia 13 de julho de 2009, postei a matéria intitulada "MERENDA ESCOLAR ORGÂNICA", informação que recebi do Deputado Cheida, PMDB/PR de que o aqui no estado despejamos 40 mil toneladas de venenos por ano.

Em conversa com o Departamento de Fiscalização - DEFIS da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná - SEAB/PR fui informado que a quantidade é pelo menos o dobro. Solcitei então, a gentileza do Adriano Riesemberg, Eng. Agrônomo, responsável pela fiscalização, que me enviasse email afim de corrigir os dados, o que fez prontamente.

Senão vejamos: "para fins de correção da informação sobre consumo de agrotóxicos no PR, quero afirmar o que segue: Este DEFIS cobra das empresas registradas como comerciantes de agrotóxicos, trimestralmente, as quantidades de agrotóxicos que comercializam. No ano de 2008, totalizadas as quantidades de apenas doze núcleos regionais (a SEAB/DEFIS tem vinte núcleos regionais) apuramos uma quantidade comercializada de 64 milhões de litros/quilos de agrotóxicos, distribuídos entre herbicidas, inseticidas, fungicidas e afins. Considerando os núcleos que ainda estão encaminhando as informações, estimamos o total em mais de 80 milhões de litros/quilos de agrotóxicos aplicados no ambiente".
Atenciosamente,
Adriano Riesemberg - SEAB/DEFIS/DFI

Fica aqui registrado o agradecimento aos colegas do DEFIS e, em especial ao Adriano.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coexistência entre milho transgênico e convencional em debate

O Portal do Pantanal News noticiou hoje que a publicação “Coexistência: o caso do milho – Proposta de revisão da Resolução Normativa n° 4 da CTNBio” será lançada nesta sexta-feira (17), em Manaus, durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O lançamento ocorrerá a partir das 15h30, momento em que será realizada a mesa-redonda Transgênicos e Agrobiodiversidade. A discussão será coordenada por Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”(Esalq/USP, e terá como debatedores Rubens Nodari, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Gabriel Fernandes, da ONG Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA).A obra faz parte da série NEAD Debate e tem como autores Gilles Ferment e Magda Zanoni, pesquisadores do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Paulo Brack, pesquisador do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Consema – RS); Paulo Kageyama; e Rubens Nodari. Magda Zanoni e Paulo Kageyama, além de representantes do MDA e do MMA, respectivamente, também integram a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Histórico

O ano de 2007 marca, com a liberação da primeira variedade de milho transgênico para fins comerciais, o início do debate sobre coexistência de variedades transgênicas e cultivos convencionais no Brasil. Apesar de cultivar legalmente Organismos Geneticamente Modificados (OGM) em escala comercial desde 2003, o País nunca havia adotado medidas que permitissem, de fato, a coexistência de variedades transgênicas com cultivos convencionais, agroecológicos e orgânicos.

Leia mais no Portal Pantanal News

Milho transgênico - Senadora Serys Slhessarenko solicita audiência pública.

A Agência do Senado noticiou dia 10 de julho que a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) analisaria, em reunião marcada para o dia 14, terça-feira, pauta com três itens, entre eles o requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) solicitando a realização de audiência pública para discutir o plantio da primeira safra de milho transgênico autorizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A senadora sugeriu o convite ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes; ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; e ao secretário de Agricultura do Paraná, Walter Bianchini; ao presidente da CTNBio, Walter Coli; e ao gerente do Departamento Agrícola da Gebana Brasil, Eduardo Mattioli Rizzi.

Leia mais na Agência do Senado

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Merenda Escolar Orgânica.

Recebi do Deputado Cheida - PMDB/PR email intitulado "RECADO DO CHEIDA" sobre a questão da Merenda Escolar Orgânica. Transcrevo aqui a fala do Deputado para que outras pessoas possam ter conhecimento:

CONTRA VENENO DE COBRA, VENENO DE COBRA

O Paraná despeja no ambiente 40 mil toneladas, ou 40 milhões de quilos, de agrotóxicos por ano. Este veneno vai para as plantas, o solo, o ar, a água e para dentro do resto de seus habitantes.
O Estado é o segundo consumidor nacional desta nefasta mercadoria. E talvez, não por coincidência, o primeiro em número de câncer de fígado e pâncreas.
Aqui, nas regiões que plantam fumo, e aplicam veneno associado a sais e metais, o número de câncer em crianças, a depressão psíquica e o suicídio de jovens adultos, é maior que a média estadual. Talvez, não por coincidência...
A progressiva esterilização do solo; o aparecimento de novas pragas; a ressurgência das super-pragas; a redução da piscosidade dos rios e a contaminação do leite materno, são alguns exemplos de um modelo agrícola que, para vender mais, combinou máquina, agrotóxico e adubo químico.
Já passou da hora de buscarmos um outro modelo.
Entretanto, o agricultor não aplica veneno na propriedade porque é um delinqüente ambiental. Por que é cruel. Ele o faz porque esta é a lógica do modelo. E dizer a ele que, de agora em diante, não poderá mais usar estes produtos é deixá-lo com um peso na alma porque, mesmo ciente das conseqüências, continuará impregnando sua propriedade do mesmo jeito. Porque o mercado exige!
Ora, mas se é uma questão de mercado, vamos abrir um outro mercado: veneno de cobra se combate com veneno de cobra.
O Governo do Estado compra, para a merenda escolar, mais de 1 milhão de refeições por dia. Então, que compre aquelas feitas de produtos orgânicos!
Com isso, garante-se um mercado aos agricultores que converterem suas propriedades e, ao mesmo tempo, acena-se com mais saúde para nossas crianças.
Aliás, segundo a ANVISA, o residual de agrotóxicos permitido em um ser humano é calculado levando-se em conta o organismo de um homem de 60Kg. Mulheres e crianças estão fora.
Mais um motivo para começar pelas crianças.
Para quem pensa que não há produção, nos últimos 10 anos, no Paraná:
- O número de produtores de orgânicos saltou de 300 para 5.300.
- A safra de orgânicos pulou de 450 toneladas para 107.000 toneladas. Um aumento de 2.000%. A continuar os incentivos governamentais, projeta-se para o ano 2.018 uma safra de 2 milhões de toneladas.
Por tudo isso foi que eu, e os deputados Luciana Rafagnin e Elton Welter fizemos e acabamos de aprovar, na Assembléia Legislativa, projeto de lei que institui a obrigatoriedade da Merenda Escolar Orgânica.
Tem alimento orgânico para abastecer toda merenda escolar? Não.
Mas, contrariamente ao que poderíamos pensar, isso é bom. É sinal que a produção pode crescer porque o mercado existe.
Para se ter uma idéia, todo o feijão orgânico produzido no Estado, não chega à metade da demanda da merenda escolar.
- E os rio vai ficar limpo? – canta na orelha meu pernilongo de estimação.
- Vai dá pra ver o fundo – respondo, zunindo.
- Então vai dar peixe até debaixo d´água!
Mesmo sem entender do assunto, até meu pernilongo acerta na mosca.

Luiz Eduardo Cheida é médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia da Assembléia Legislativa do Paraná. Premiado pela ONU por seus projetos ambientais, foi prefeito de Londrina, secretário de Estado do Meio Ambiente, membro titular do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

India rejeita transgênicos

O Governo do Paraná informa em sua página sobre os transgênciso que a proposta de introdução destes alimentos na Índia foi rejeitada pela Comissão de Planejamento do governo, após já ter sofrido a oposição do Ministério do Meio Ambiente. Trata-se do primeiro posicionamento público do mais importante órgão de planejamento do governo.Segundo declarações de Abhijit Sen, membro da Comissão de Planejamento, as exportações indianas poderão ser severamente afetadas caso a Índia autorize o cultivo de alimentos transgênicos, uma vez que atualmente diversos países, entre eles os europeus, preferem os produtos indianos por eles serem “GM-Free” (livres de transgênicos).Os promotores da biotecnologia estão tentando aprovar na Índia variedades transgênicas de tomate, batata, berinjela e outras hortaliças, algumas das quais já em fase de experimentação de campo no país.O cultivo de algodão transgênico é autorizado na Índia há seis anos, mas em 2005 o governo de Andhra Pradesh não concedeu licença para a empresa Mahyco, subsidiária da Monsanto, vender novas variedades de algodão Bt no estado. A decisão foi baseada em estudos oficiais que comprovaram o fiasco das colheitas anteriores e no fato de a companhia ter fornecido sementes de baixa qualidade e ter se negado a indenizar os agricultores prejudicados.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Mineropar recolhe amostras para projeto de geomedicina

A Agência de Notícias do Estado do Paraná, informou dia 17/06/2009 que a Empresa Parananense Minerais do Paraná- MINEROPAR está recolhendo amostras para realização de estudos de geomedicina.
Cerca de 30% das amostras de água, sedimento ativo de drenagem e lodo de fundo de rio foram coletadas pela equipe do Projeto de Geomedicina da Mineropar em aproximadamente 80 municípios paranaenses, para a execução de análises químicas, geoquímicas, de agrotóxicos, bacteriológicas e genéticas.

O estudo das amostras verificará a possível influência de fatores ambientais sobre o desenvolvimento de câncer nas glândulas suprarrenais e proporcionará consistência ao estabelecimento das relações de causa e efeito da etiologia de outras doenças crônicas e tipos de câncer.As amostras estão armazenadas no Instituto Pelé Pequeno Príncipe (IPPP), de Curitiba, para análise da presença de agrotóxico nas águas e sequenciamento genético de bactérias. As amostras até agora coletadas são de municípios das regiões Sul, Centro e Norte do Paraná. O Paraná é o Estado com maior incidência de câncer de córtex adrenal em crianças. O câncer ocorre apenas na glândula suprarrenal de crianças. A incidência do câncer de córtex adrenal no Paraná é 3,4 a 4,2 por milhão de crianças até 15 anos. O tumor de córtex adrenal aparece com maior frequência em crianças de um a três anos. Os dados são do Instituto Pelé Pequeno Príncipe.

A Mineropar é parceira neste projeto, do IPPP, de Curitiba, da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, e vários departamentos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O projeto foi idealizado pelo médico, pesquisador e coordenador científico do IPPP, Bonald Cavalcante Figueiredo. O Projeto Geomedicina conta com a participação de pesquisadores de outras instituições como o Departamento de Bioquímica da UFPR, CPRM- Serviço Geológico do Brasil, Embrapa, Instituto de Estudos Avançados da USP (São Carlos/SP) e pesquisadores da Rede de Prospecção e Inovação para o Agronegócio no Paraná e em São Carlos.

Governo do Paraná vai incentivar agricultura orgânica nos municípios.

A Agência de Notícias do Estado do Paraná informa que o Governo do Paraná vai repassar conhecimento aos gestores municipais com objetivo de melhorar as condições de cultivo e a industrialização dos produtos orgânicos produzidos no Estado. O anúncio foi feito pelo vice-governador, Orlando Pessuti, ao abrir o primeiro encontro de secretários municipais de Agricultura, Meio Ambiente e Indústria,nesta segunda-feira (6), no Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Crianças são mais suscetíveis aos agrotóxicos organofosforados

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, demonstrou que embora se saiba que as crianças são mais suscetíveis que os adultos para os efeitos tóxicos dos pesticidas, esta vulnerabilidade pode prolongar por muito mais tempo do que o esperado na infância.

As crianças são de 3 a 5 vezes mais sensíveis do que os adultos disse Professora Nina Holland, da Universidade de Berkeley, Califórnia nos Estados Unidos.

Diz ela: "O nosso estudo é o primeiro a demonstrar quantitativamente que as crianças podem ser mais sensíveis a certos pesticidas organofosforados até seus 7 anos, especialmente organofosforados, incluindo clorpirifós e diazinon".

Vale ressaltar que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos - EPA proibiu o Clorpirifós para uso doméstico em 2001, devido aos riscos para as crianças. Entretanto, é ainda utilizado na agricultura onde filhos de agricultores estão expostos.

Segundo a cientista sênior da Pesticide Action Network-PAN Margaret Reeves, "Mesmo antes de serem conhecidos esses resultados, cientistas já argumentavam que os pesticidas organofosforados trazem sérias ameaças para o desenvolvimento neurológico das crianças, considerando-se serem demasiado tóxica para ser utilizada. Precisamos de bani-los, afirma a pesquisadora, começando com clorpirifós".

Veja a matéria na Pesticide Action Network.

domingo, 5 de julho de 2009

ANVISA INTERDITA LINHAS DE PRODUÇÃO DE VENENOS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA realizou operação conjunta coma Polícia Federal onde foram apreendidos 2,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados em Londrina (PR) e Taquari (RS), nesta quarta (1) e quinta-feira (2). A ação também interditou a linha de produção de cinco agrotóxicos da empresa Milenia Agrociencias S/A, filial do grupo israelense Makhteshim Agan.

Durante a ação, deflagrada simultaneamente nas duas cidades da região Sul, foi constatado que os agrotóxicos Herbimix, Pyrinex, Posmil, Trop e Podos eram produzidos com adulteração na fórmula, sem autorização.

A Anvisa apreendeu, ainda, os documentos com a ordem de produção desses produtos.

A interdição é valida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. A Milenia Agrociencias S/A terá cinco dias para apresentar contraprova.

Investigação
As investigações, que resultaram na operação, começaram a partir de denúncia a respeito da adulteração do agrotóxico Podos. Antes da ação, a Anvisa colheu amostras do produto no mercado e encaminhou para análise da Polícia Federal e do Instituto Adolfo Lutz.
A perícia detectou que o Podos era comercializado com formulação tóxica acima do permitido.

Leia mais no site da ANVISA

PARABÉNS A ANVISA PELO TRABALHO.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Deputado Federal –Dr. Rosinha fala sobre os agrotóxicos.

Em 2006, o Deputado Federal, Dr. Rosinha do PT do Paraná foi entrevistado pela TV Câmara onde discorreu sobre a questão das embalagens vazias de venenos, bem como de danos a saúde causados pelos agrotóxicos.


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