quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Projeto do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sobre sementes transgênicas - vergonhoso

Do Faca Amolada

Reproduzindo texto postado no blog: Faca amolada, mais uma dos nossos deputados.

Vejamos a matéria:

Projeto de lei de Cândido Vaccarezza (PT-SP) é de coautoria de advogada da multinacional Monsanto. Proposta libera uso das sementes “terminator”, proibidas em todo o mundo e condenadas pela ONU e pelo Conselho de Segurança Alimentar no Brasil
Um projeto do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sobre sementes transgênicas foi redigido com auxílio de uma advogada da empresa Monsanto. A proposta libera o uso da polêmica tecnologia “terminator” no Brasil e tem como coautora a advogada Patrícia Fukuma, conhecida por defender causas de empresas com patentes de organismos geneticamente modificados (OGMs) e assessorar juridicamente a indústria de alimentos. Entidades ambientais e da agricultura familiar ouvidas pelo Congresso em Foco entendem que Vaccarezza fez lobby para a indústria de alimentos e multinacionais de transgênicos. O petista nega a acusação.

A proposta revoga, da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), o artigo que proíbe a utilização, comercialização e outros usos das tecnologias genéticas de restrição do uso (Gurts, na sigla em inglês) no Brasil. Essa tecnologia é responsável por produzir plantas geneticamente modificadas com estruturas reprodutivas estéreis. A partir dessa tecnologia, são criadas sementes que só podem ser germinadas uma vez, pois as sementes originadas dessas plantas não têm capacidade de se reproduzir. Leia a íntegra da proposta.

Uma das Gurts é conhecida como terminator. Por ser considerada uma ameaça à diversidade de cultivos e à soberania alimentar, desde 1998, a ONU, pela Convenção da Biodiversidade, recomenda aos países que não façam testes nem comercializem sementes com tecnologias genéticas de esterilização. Na convenção de 2006, o governo brasileiro decidiu manter moratória a essa tecnologia, compromisso que permanece atualmente.

“Pelo risco que representa, no âmbito da Conversão sobre Biodiversidade Biológica, existe uma moratória internacional para que nenhum país plante essas sementes nem faça estufa em plantio experimental, muito menos, em plantio comercial. Esse projeto de lei pega o artigo da Lei de Biossegurança, que reforça a moratória na legislação nacional, e altera a redação justamente para permitir essa tecnologia”, explica o engenheiro agrônomo Gabriel Fernandes, da ONG Agricultura familiar e agroecologia (Aspta).

Interesses

Na avaliação das entidades, a coautoria da advogada da Monsanto comprova os interesses da indústria de alimentos e de multinacional que detém patentes de transgenias na aprovação do projeto de Vaccarezza. A coautoria da advogada ao projeto do líder do governo é comprovada no arquivo da proposta que consta no site da Câmara. Na página do projeto, o arquivo em PDF do PL 5575/2009 tem como autora Patrícia Fukuma. O nome da advogada aparece nas propriedades do documento. Em arquivos de matérias legislativas, a Câmara não costuma identificar o autor do documento.

Do Congresso em Foco

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os xenobióticos causam danos aos receptores hormonais

DA ZERO HORA

Alimentação correta auxilia o processo de reprodução assistida.
Reeducação alimentar prepara o útero para implantação do embrião.

A alimentação é um dos grandes dilemas dos casais que recorrem aos tratamentos de reprodução assistida. Segundo o diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, Dirceu Henrique Mendes Pereira, o aumento da ingestão de produtos com xenobióticos - agrotóxicos, aditivos, resíduos de antibióticos usados na produção de carnes e frangos – e as mudanças nos hábitos alimentares, prejudicam o sistema reprodutivo humano.

— Os xenobióticos causam danos aos receptores hormonais e geram radicais livres que afetam os gametas femininos e masculinos— explica, ressaltando que a melhor solução é optar por alimentos orgânicos, principalmente, quando enfrentar algum grau de infertilidade.

O especialista aponta a inversão alimentar como uma das causadoras do estresse e cansaço. O hábito de não tomar café da manhã, ficar doze horas em jejum, comer pouco no almoço para compensar no jantar altera o metabolismo e a qualidade de vida das pessoas.

— Quando a mulher decide engravidar, a reeducação alimentar prepara o útero para implantação do embrião, aumentando as chances de uma gravidez — afirma.

Dirceu aponta como eliminar alguns problemas através da reeducação alimentar:

Leia mais na Zero Hora

Veja também: Soja e seus derivados podem ser inimigos da fertilidade masculina.

Boas Festas.


Agradecendo a todos que me deram a imensa satisfação de aqui neste espaço ter compartilhado informações a cerca de problemas com nossos alimentos, quero em tempo desejar-lhes Boas Festas e que 2011 possa ser um ano de avanços para a agroecologia e a alimentação saúdável.

Muito obrigado!

Alfredo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Merenda escolar orgânica no Paraná


Da assessoria de imprensa da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT):

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) comemorou, na sessão desta quarta-feira (15), a derrubada do veto do Executivo ao projeto nº 462/2008, que institui a merenda escolar orgânica nas escolas de ensino fundamental e médio da rede pública do Estado. O projeto, de autoria dos deputados Luiz Eduardo Cheida (PMDB), da própria Luciana Rafagnin e do seu colega petista Elton Welter, será agora promulgado pela Assembleia Legislativa e caberá ao próximo governador, Beto Richa (PSDB), no prazo de seis meses, apresentar as normas para a regulamentação da merenda orgânica nas escolas dos ensinos fundamental e médio da rede pública estadual.

Luciana disse que vai cobrar do próximo governo essa regulamentação e está confiante de que o debate será pautado em entendimento, uma vez que o anunciado futuro secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, foi secretário municipal de Abastecimento durante a gestão de Beto Richa na Prefeitura de Curitiba e um dos responsáveis pelas feiras orgânicas e pelo mercado de orgânicos da capital.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um pouco de Fernando Pessoa


"O verdadeiro sábio é aquele que assim se dispõe que os acontecimentos exteriores o alterem minimamente. Para isso precisa couraçar-se cercando-se de realidades mais próximas de si do que os fatos, e através das quais os fatos, alterados para de acordo com elas, lhe chegam".

Fernando Pessoa

domingo, 12 de dezembro de 2010

Fórum debate agrotóxicos em frutas e verduras


Da: Tribuna do Norte

Isaac Ribeiro - repórter

Viver é correr riscos. Viver bem e melhor é saber se livrar deles. Até mesmo na hora de buscarmos uma alimentação mais saudável estamos correndo perigo. Ao colocarmos uma porção de salada no prato podemos, na verdade, estar nos servindo de uma boa dose de substâncias nocivas. O Brasil é hoje o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, apenas ano passado foram comercializadas mais de 700 toneladas de produtos tóxicos no país, movimentando US$ 6,62 bilhões.


E para onde vai todo esse montante tóxico? Para o nosso organismo! Sem contar que essas substâncias têm um forte impacto nos ecossistemas e no solo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está alerta ao problema e desde 2001 monitora os níveis de agrotóxicos nos alimentos, principalmente em frutas, verduras, legumes, hortaliças e grãos. Para tanto, regulamenta ações através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA), presente em todos os estados.

Na última quarta-feira, a Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária reuniu representantes de várias entidades, órgãos e do empresariado do ramo para debater as ações do PARA e apresentar seus métodos e resultados obtidos desde sua criação. E entre tantas indagações e pontos de vistas apresentados, um fato é unânime: é preciso haver uma maior integração para se obter ainda mais resultados satisfatórios nessa área. Nossa saúde agradece!

Fórum debate agrotóxicos em frutas e verduras

Rio Grande do Norte é um dos estados com mais controle sobre a origem dos alimentos analisados com relação a substâncias tóxicas

Durante o 1º Fórum de Discussões Sobre o Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, realizado na última quarta-feira, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça do RN, o gerente geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Carlos Alexandre Oliveira Gomes, declarou que o Rio Grande do Norte é um dos estados brasileiros com mais controle sobre a rastreabilidade na produção das amostras de alimentos analisados quanto a incidência de produtos tóxicos em seu manejo.

Segundo Carlos Alexandre, o estado conhece, hoje, a origem de 80% das frutas, verduras, legumes e hortaliças comercializados em seu comércio local. “O trabalho está bem avançado nessa área, mas mesmo assim não pode deixar a peteca cair. É preciso avançar sempre mais.”

Em plano nacional, a Anvisa rastreia a origem das amostras analisadas na seguinte proporção: 3% dos produtos têm origem não identificada; 5% vêm de fabricantes e embaladores; 27% são de produtores e associações; e 65% têm origem na Ceasa e em distribuidores.

Durante o evento, o representante da Associação de Supermercados do RN, Eugênio Parcelle, também apresentou alguns dados relativos à incidência de agrotóxicos em amostras analisadas no Estado. De acordo com ele, 75% delas apresentaram níveis satisfatórios e 25% com algum nível de contaminação.

Ele revelou também o fato de estado importar praticamente tudo o que consome em termos de produtos agrícolas.

Eugênio lamentou a ausência de representantes da Ceasa durante o fórum, pois é por lá que circula grande parte dos produtos agrícolas à venda no atacado e no varejo. “Os atacadistas compram diretamente dos produtores. Já os supermercados não têm essa relação”, comenta. “Nós precisamos buscar caminhos para avaliar os produtos antes de chegar até o consumidor. Não faz sentido ter resultado apenas depois de trinta dias, quando o consumidor já tiver ingerido os produtos contaminados.”

Para Parcelle, é preciso haver uma integração maior entre produtores, Ceasa e supermercados para que a questão seja discutida e sejam encontradas formas de garantir a segurança dos alimentos. A representante da Secretaria Estadual de Saúde, Celeste Maria Rocha Melo considera ser preciso avançar além dos fóruns de discussões e fazer com que as Vigilâncias Sanitárias do interior do Estado se envolvam mais. “Pois é lá que as Visas sabem quem é o produtor, pois estão mais próximos deles.”

Leia mais na Tribuna do Norte

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

1 milhão de assinaturas contra transgênicos


O Estado de S.Paulo

As organizações não governamentais Greenpeace e Avaaz entregaram ontem à Comissão Europeia a primeira "iniciativa cidadã" da União Europeia: uma petição para que se aplique uma moratória à aprovação de produtos transgênicos. O documento recebeu a assinatura de mais de 1 milhão de pessoas.


O texto pede à CE que interrompa as autorizações de cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgênicos. Também exige a constituição de uma autoridade reguladora "independente, ética e científica" encarregada de avaliar o risco desses produtos para a saúde e para o meio ambiente.

O abaixo-assinado, composto pela internet por cidadãos dos 27 países que integram a UE, representa a "grande brecha existente entre a opinião dos cidadãos europeus e as políticas da Comissão", afirmou o diretor do escritório europeu do Greenpeace, Jorgo Riss.

As duas ONGs começaram a recolher assinaturas no mês de março, quando a CE autorizou o cultivo da batata transgênica Amflora "sem cumprir os requisitos da legislação comunitaria", afirmou a diretora da Avaaz, Ricken Patel. Para ela, a CE "deixou de ouvir as opiniões da comunidade científica e a oposição majoritária dos cidadãos" à aprovação de produtos transgênicos, que ocorre na Europa desde 1998.

A iniciativa cidadã europeia é um novo procedimento previsto no Tratado de Lisboa, que permite que os cidadãos europeus exerçam atividade legislativa. As assinaturas foram autenticadas para descartar duplicações, explicou o responsável pelo Greenpeace europeu.

Mas as ONGs temem o fato de que o procedimento de iniciativa cidadã ainda não tenha sido formalmente aprovado. Faltam vistos definitivos do Parlamento Europeu e d o Conselho da União Europeia. Isso pode atrapalhar a tramitação da medida.

"Espero que isso não sirva de desculpa para ignorar a voz dos cidadãos europeus", afirmou Riss. Segundo ele, a iniciativa "está respaldada por uma sólida base e jurídica" e as ONGs "estão prontas para apelar ao Tribunal da UE caso a iniciativa não gere uma resposta política.

A CE estima que a iniciativa cidadã "não entrará em vigor" até que ela seja formalmente aprovada. Por esse motivo, declarou que não "está obrigada a responder" à petição, afirmou o porta-voz do órgão para Saúde e Consumo, Frédéric Vincent. O comissário europeu desse ramo, John Dalli, disse que vai "analisar seriamente" a petição. / EFE

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Instalado Fórum de combate ao agrotóxico em Limoeiro do Norte


do Portal Direito Ceará

Conhecida por ser uma área de grande concentração de empresas do setor de fruticultura, inclusive com produção voltada para exportação, a região jaguaribana tem se tornado também palco de graves problemas decorrentes do uso abusivo de agrotóxicos. Em razão disso, foi instalado ontem, dia 7/12, às 14h30, no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Limoeiro do Norte, o Fórum de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Região Jaguaribana.

A iniciativa está a cargo da procuradora do Trabalho Geórgia Maria da Silveira Aragão, titular do MPT em Limoeiro do Norte, e da promotora de Justiça Bianca Leal Mello da Silva Sampaio, e conta ainda com apoio do Ministério Público Federal e dos demais membros do MP Estadual na região, além de entidades como a Cáritas. A criação do Fórum objetiva, conforme a procuradora, proporcionar um espaço para reunir entidades governamentais e não governamentais, além de sindicatos, estudiosos e especialistas, num debate permanente e sistemático de questões relativas aos efeitos nocivos dos agrotóxicos no meio ambiente, na saúde do trabalhador e do cidadão em geral.


“A idéia do Fórum é contribuir na cobrança do cumprimento da legislação por parte dos órgãos competentes e na sugestão de normas locais que aperfeiçoem as já existentes nos níveis federal, estadual e municipal”, acrescenta Geórgia Aragão. Ela frisa, ainda, que o Fórum será um espaço importante para a socialização de estudos científicos realizados em torno do tema, de modo a subsidiar as ações das entidades engajadas, além do oferecimento de denúncias relacionadas.
HISTÓRICO – Em agosto último, durante seminário realizado no Vale Jaguaribano, Geórgia Aragão e Bianca Leal receberam estudo da professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e médica do Trabalho Raquel Rigotto que aponta a contaminação por agrotóxicos da água oferecida a comunidades da Chapada do Apodi. A partir de pesquisa iniciada há três anos, foi verificada a utilização da substância tóxica endossulfam, que teve seu uso proibido pelo Ministério da Saúde ainda em agosto último. As 67 páginas do estudo confirmam a constatação de princípios ativos de agrotóxicos em amostras de águas que abastecem as comunidades e caixas d’água na Chapada.


O trabalho da pesquisadora abrangeu oito comunidades (cada uma com cerca de mil moradores) nos municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Quixeré. O estudo epidemiológico da população exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxico indicou que a cada pulverização aérea são jogadas nas plantações da região 73.750 litros de calda tóxica. Entre os principais produtos desenvolvidos pelo agronegócio local estão abacaxi, melão e banana.
A professora ressaltou que a proximidade das casas dos moradores em relação às áreas de plantio agrava o risco de contato com o veneno. Ela citou o caso de um agricultor de 29 anos que, sadio em agosto de 2008, morreu três meses depois, de doença hepática grave. Ele trabalhava na cultura do abacaxi. Especialistas do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) concluíram que a hepatite foi induzida por substâncias tóxicas.

NÚMEROS

4º lugar
É a posição do Ceará em número de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos no País
US$ 7,1 bilhões
Foi quanto o Brasil transferiu, em 2008, para a indústria química, tornando-se o maior consumidor de
agrotóxicos no mundo (673.862 toneladas, equivalente a quase quatro quilos de veneno por habitante).


Leia mais

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Deputados do Paraná que foram bancados pelo agronegócio


Da Gazeta do Povo


Agronegócio e construção civil foram os principais setores produtivos que financiaram a campanha dos 30 deputados federais eleitos pelo Paraná
Publicado em 05/12/2010 | André Gonçalves, correspondente.

Empresas ligadas ao agronegócio foram as principais financiadoras de campanha dos 30 deputados federais eleitos pelo Paraná neste ano. Entre os R$ 16,3 milhões doados por pessoas jurídicas a integrantes da futura bancada estadual em Brasília, R$ 6,4 milhões (39,5%) vieram do setor (R$ 1,45 milhão apenas de cooperativas agrícolas). Em seguida, os principais colaboradores foram instituições ligadas à construção civil, com R$ 2,1 milhões (12,8%), e à produção de energia e combustíveis, com R$ 918 mil (5,6%).

Os números são uma compilação das prestações finais de contas apresentadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As doações das empresas foram agrupadas em 13 categorias, por ramo de atuação. Elas representaram 45% do total de R$ 36,2 mi­­lhões arrecadados pelos deputados eleitos – o restante é originário de autodoações (21%), de recursos de comitês de campanha e diretórios partidários (20%) e de repasses de pessoas físicas (14%).

Os números reforçam a ligação dos congressistas paranaenses com o setor agrícola. Segundo le­­vantamento feito pela ONG Ins­­tituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) sobre os deputados da atual legislatura, 16 dos 30 representantes do Paraná eleitos em 2006 eram ruralistas. Ou seja, têm interesses ou negócios no campo, seja como primeira ou segunda fonte de renda.

Desses 16, dez foram reeleitos – Abelardo Lupion (DEM), Alfredo Kaefer (PSDB), Cézar Silvestri (PPS), Dilceu Sperafico (PP), Eduardo Sciarra (DEM), Fernando Giacobo (PR), Hermes Parcianello (PMDB), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Moacir Micheletto (PMDB) e Nelson Meurer (PP).

Além deles, também integram a Frente Parlamentar da Agrope­­cuária (a FPA, braço formal da bancada ruralista no Congresso Na­­cional), os eleitos Alex Canziani (PTB), André Zacharow (PMDB) e Hi­­de­­kazu Taka­­yama (PSC).

As empresas ligadas ao agronegócio fizeram 202 doações para 23 eleitos. Além dos que já integram a frente, foram contemplados com recursos o ex-ministro da Agri­­cul­­tura Reinhold Stephanes (PMDB), o campeão de votos Rati­­nho Jú­­nior (PSC) e os petistas André Var­­gas, Angelo Vanhoni e Assis do Cou­­­­to. Também houve colaborações do agronegócio para os novatos Cida Borghetti (PP), Fernando Francischini (PSDB), Nelson Pado­­vani (PSC), Rubens Bueno (PPS), Sandro Alex (PPS) e Zeca Dirceu (PT).

Recordista

Paranaense com a campanha mais cara para a Câmara, o tucano Al­­fredo Kaefer foi o recordista no re­­cebimento de doações no setor agrícola. No entanto, teve apoio das próprias empresas. Ele é diretor-presidente da Diplomata, quarta maior empresa do ramo de aves e suínos do Brasil (que doou R$ 1,7 milhão para sua campanha) e sócio de outra gigante da área, a Globoaves (que contribuiu com R$ 1 milhão).

O Grupo JBS Friboi, maior doador da campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), concentrou esforços em uma doação de R$ 360 mil para Alex Canziani. Já a Bunge Fertilizantes, distribuiu R$ 300 mil entre as candidaturas dos deputados do DEM Abelardo Lupion e Eduardo Sciarra (ambos receberam R$ 80 mil), de Luiz Car­­los Hauly (PSDB) e Moacir Michelet­­to (PMDB) – R$ 70 mil para cada.

Líder ruralista histórico e atual presidente da Comissão de Agri­­cultura da Câmara, Lupion também recebeu R$ 50 mil da empresa de fertilizantes Ultrafertil, R$ 50 mil da fabricante de sucos Cutrale e R$ 30 mil da produtora de cereais Anaconda.

Sciarra recebeu ao todo R$ 215 mil de dez empresas alimentícias diferentes, incluindo R$ 30 mil da Globoaves, de Kaefer. Outros preferidos do setor são Moacir Michelet­­to, que recebeu R$ 254 mil, Dilceu Sperafico (R$ 289 mil) e Luiz Carlos Hauly (R$ 153 mil).

As preferências se repetem nas doações feitas pelas cooperativas agrícolas, um dos setores mais fortes da economia paranaense. Lupion recebeu R$ 135 mil divididos entre cinco cooperativas diferentes. As colaborações mais polpudas, entretanto, foram feitas por uma “estrangeira”, a Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Co­­persucar).

A cooperativa paulista doou R$ 650 mil para quatro paranaenses. Hauly e Stephanes ficaram com R$ 250 mil cada um; Mi­­cheletto com R$ 100 mil; e Sciarra com R$ 50 mil.

Dilma recebeu dinheiro dos mesmos setores - Leia mais na Gazeta do Povo
.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Alimentação saudável e consciente


Michael Pollan, autor de Em Defesa da Comida e Dilema do Onívoro que inspirou o nome deste blog lançou agora em 2010 seu novo livro chamado REGRAS DA COMIDA com tradução de Adalgisa Campos Silva, Ed. Intrinseca, Rio de Janeiro.

Já na dedicatória feita a sua mãe Pollan deixa claro seus argumentos a favor de uma alimentação saudável e consciente quando diz: "À minha mãe, que sempre soube que manteiga era mais saudável que margarina".

Esse grande jornalista e Professor Titular de Jornalismo da Universidade da Califórina em Berkeley, com escrita de fácil leitura, orienta-nos a um (re) olhar nossos conceitos alimentares com "regras simples"e viáveis no dia-a-dia como, por exemplo: "Fuja do supermercado sempre que puder.

Vale a leitura e os ensinamentos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Má-formação e pesticidas


Do Diário de Cuiabá
Por RENÊ DIÓZ

Mato Grosso está vivendo um problema grave e quase velado de saúde pública que começa nas lavouras e só se manifesta nos berçários. Os litros e litros do maior consumo de agrotóxicos por estado no país estão sendo, em parte, responsáveis por más-formações congênitas em nossas crianças como fissuras labiopalatinas (lábio leporino, por exemplo), cujas cicatrizes às vezes podem impactar toda uma vida.

Enquanto o número de casos no SUS assusta, na UFMT uma pesquisa pioneira começa a demonstrar com números a relação entre os agrotóxicos e a incidência de más-formações.

Em Cuiabá, o Hospital Geral Universitário (HGU) é responsável pelo único serviço de reabilitação de más-formações congênitas classificado em Mato Grosso como referência pelo Ministério da Saúde e premiado pela Fundação Banco do Brasil. À frente do serviço, a coordenadora Kátia Tavares Serafim se diz assustada com tantas crianças acometidas pelas lesões congênitas – em cinco anos de serviço, a maioria das cerca de 980 crianças tratadas cirurgicamente vem de áreas de lavouras.

Há diversos fatores que podem produzir más-formações numa criança nos primeiros três meses de gestação, como distúrbios hormonais, falta de vitamina A, alguns medicamentos utilizados pela mãe e a exposição dela a radiação ou agrotóxicos. Em Mato Grosso, não se pode ignorar o peso deste último fator para os danos, uma vez que 20% do produto utilizado no Brasil - o maior consumidor - são despejados aqui.

“É um problema de saúde pública, e de alta complexidade”, sentencia Kátia. Quando a criança com fissuras labiopalatinas sobrevive, carece de uma gama de serviços especializados, como cirurgia plástica, otorrinolaringologia, odontologia e fonoaudiologia. Também necessita da psicologia, pois, fora a depressão pós-parto na mãe, a pessoa com a má-formação passa na vida por obstáculos imensuráveis pelas dificuldades para falar, ouvir e pela própria insegurança, que se manifesta com força na adolescência. As cicatrizes, por menores que sejam, viram estigmas. “É muito triste a situação psicológica deles”.

PESQUISA - Até o momento, não há dados específicos sobre a relação entre os agrotóxicos e as más-formações em Mato Grosso, mas uma pesquisa de mestrado em Saúde Coletiva orientada pelo professor Vanderlei Pignatti, da UFMT, está começando a trazer alguns números.

Embora ainda esteja em andamento, a pesquisa já constatou (preliminarmente) cidades com incidências de más-formações acima da média estadual: Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis, Canarana e Água Boa. A pesquisa contará com exames de sangue nas crianças, tal como a FioCruz já realizou (e encontrou traços de agrotóxicos no sangue de moradores de Campo Verde e Lucas do Rio Verde). Para Pignatti, não se pode ignorar a exposição das mães aos agrotóxicos nas lavouras para implementar políticas públicas contra o problema. Inclusive quando se sabe que 14 dos principais agrotóxicos utilizados no Brasil já foram proibidos em toda a União Européia, Estados Unidos e Canadá desde 1985 por conta do risco à saúde humana. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária é vagarosa: proibirá apenas em 2013 o principal inseticida de nossas plantações, o barato e altamente tóxico endosulfan.

Agrotóxicos ligados a suicídios de agricultores em MS


Folha de São Paulo, 17/07/2010

Agricultores de Fátima do Sul apresentam náuseas, depressão e cometem
suicídio após usarem inseticidas

A tristeza aparente aponta que é dia de velório. O cheiro, que
atravessa os cômodos, faz parentes e curiosos saírem para o quintal. O
odor expõe o motivo daquela morte: Mauro de Souza Lucas cometeu
suicídio com veneno da lavoura de algodão.

A cena, na zona rural do município de Fátima do Sul (MS), seria um
caso isolado se o cheiro não fizesse parte de outros velórios ali.

Lucas havia brigado com um irmão em uma festa de fim de ano e, de
volta para casa, foi direto para o quarto dos agrotóxicos. Escolheu um
dos mais fortes e bebeu.

"Um vizinho levou-o para o hospital, ele acabou de morrer lá", diz
Antônia de Souza Lucas, 64, "uns 14" filhos. "Era veneno brabo, não
lembro o nome, mas era veneno de algodão, fedido."

O episódio ocorreu há quase dez anos, mas o cheiro do velório ainda
não saiu do nariz de Antônia. Mauro tinha 26 anos quando morreu. Ela
não sabe por que o filho se matou. "Era uma nervosia, muita raiva, ele
pôs na cabeça e se matou logo."

Falta de proteção

Fátima do Sul, cidade de 18 mil habitantes a 242 km de Campo Grande,
foi criada em 1943 no governo Getúlio Vargas como polo agrícola.
Predominam os sítios de três a dez hectares de imigrantes nordestinos.
Ali, fala-se dos nomes de agrotóxicos com intimidade: Barrage,
Folidol, Azodrin, Tamaron, 2,4D e 3,10.
A maioria desses produtos pertence à família dos inseticidas
organofosforados, derivados do ácido fosfórico, e são usados para
combater pragas em culturas diversas.

O contato com eles alterou o conceito de saúde dos agricultores. Quase
todos se referem a dor de cabeça, náusea e coceiras, além do cheiro
inconfundível. Fora os casos de intoxicação aguda em que os sintomas
mais graves surgem logo após a exposição.

Muitos lavradores não têm, não usam ou não sabem usar corretamente os
equipamentos de proteção, como máscaras e macacão, nem têm orientação
sobre como armazená-lo ou se desinfetar após aplicar o veneno.

Depressão

Assim como as náuseas, sintomas de depressão tomam conta das conversas
nos sítios. Antônia lembra que o filho começou a ficar "esquisito"
antes de morrer.

Para Dario Xavier Pires, químico e pesquisador da Universidade Federal
de Mato Grosso do Sul (UFMS) que há uma década estuda os casos de
suicídio no município, os sintomas são evidentes no contato com
produtores e nas conversas informais com profissionais da saúde
locais.

A psiquiatra paulista Jussinalva Aguiar explica que "normalmente os
casos de suicídio estão ligados a quadros depressivos" que passam
despercebidos na rotina do trabalhador rural. Segundo Jussinalva, o
tipo de agrotóxico usado no algodão inibe a enzima acetil-colinesteras
e, causando acúmulo do neurotransmissor acetilcolina e a consequente
superestimulaçã o das terminações nervosas. "A intoxicação por
agrotóxico causa variações qualitativas e quantitativas nas sinapses,
que agem na alteração do humor. Pode causar tanto sintomas depressivos
como manias e agitação."

Em 2004 e 2005, um grupo de pesquisadores da UFMS -entre eles Pires-
fez um levantamento sobre os estados depressivos e os níveis da enzima
colinesterase em 261 agricultores expostos a organofosforados no
município. Deles, 149 (57,1%) relataram algum sintoma após o uso de
agrotóxicos, e 30 apresentaram distúrbios psiquiátricos menores (DPM).
Três tentaram o suicídio.

Ranking
Em números absolutos, Mato Grosso do Sul ocupava, em 2002 (último ano
disponível), o quarto lugar em suicídios de homens e o segundo de
mulheres no Brasil. (...)

O segundo lugar é de Fátima do Sul. Depois de Mauro, outros dois
filhos de Antônia, Jonas e Luiz, também se mataram em um ano. Uma
terceira, Cecília, tentou. Levantamento da Associação Nacional de
Defesa Vegetal (Andef) para a consultoria alemã Kleffman Group aponta
o Brasil como o país que mais consome agrotóxicos.

Em 2008, foram gastos U$ 7,1 bilhões, ante US$ 6,6 bilhões dos EUA, em
segundo.

O Serviço de Informações Tóxico-Farmacoló gicas do Ministério da Saúde
registrou, em 2007, 112,4 mil casos de intoxicação. Estima-se que haja
subnotificação.

domingo, 21 de novembro de 2010

Dá-lhe sal na comida.....

Do portal BONDENEWS

Algumas marcas têm mais que o dobro de sódio do que o limite recomendável para consumo diário. Em batatas industrializadas, sódio é 14 vezes maior.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou teores elevados de sódio em vários alimentos industrializados encontrados nas prateleiras dos supermercados. Dos mais de 20 tipos de produtos analisados, o macarrão instantâneo apresentou a maior quantidade de sódio.

De acordo com o levantamento, algumas marcas têm mais que o dobro de sódio do que o limite recomendável para consumo diário. A ingestão do elemento químico em altas concentrações contribui para o surgimento de doenças cardíacas e renais, obesidade, hipertensão e diabetes.

A pesquisa revela que os refrigerantes de baixa caloria (light e diet) à base de cola e guaraná têm maior concentração de sódio em comparação com os convencionais.

O estudo constatou ainda diferenças na quantidade de sódio de uma marca para outra. No caso da batata-palha, algumas marcas apresentaram até 14 vezes mais sódio do que o recomendável. Para a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, a variação mostra que as empresas podem produzir alimentos com menos sódio e recomenda ao consumidor que observe o rótulo das embalagens.

"A população deve saber que existem alimentos semelhantes, porém menos saudáveis. A Vigilância Sanitária não pode dizer que recomenda este ou aquele produto. Seria insano lançarmos uma proibição [desses alimentos] neste momento, porque é preciso desenvolvimento técnico [das empresas para adptar a produção]", disse a diretora.

O estudo avaliou também a quantidade de açúcar, ferro e gorduras trans e saturadas nos alimentos. Os sucos de polpa de fruta apresentaram menos açúcar que os néctares (bebidas com menor concentração de polpa). No caso dos néctares, o de uva foi o que apresentou o maior nível de açúcar.

Na avaliação da gordura saturada, 55% das marcas de batata-palha ultrapassaram o valor médio. Os biscoitos de polvilho lideram o índice de gorduras saturadas e trans.

Os resultados apontaram ainda que 87% das farinhas, dos fubás e dos flocos de milho têm menos ferro e ácido fólico que o exigido em lei.

Ainda este mês, representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e da indústria alimentícia devem se reunir para traçar metas de redução desses nutrientes nos produtos industrializados.

sábado, 20 de novembro de 2010

Onde tem fumaça.........

Da Gazeta do Povo

Maior produtora e exportadora mundial de proteína animal, JBS, divulgou na madrugada desta sexta-feira comunicado defendendo a qualidade da carne produzida no país, em meio a notícias de um suposto caso da doença da vaca louca em Campinas (SP).

Apesar do diagnóstico do caso suspeito ainda não ter sido confirmado, a JBS afirma em comunicado que "as reportagens veiculadas noticiando que uma pessoa foi infectada por uma doença conhecida por Creutzfeldt-Jakob (ou similar) no Estado de São Paulo não tem qualquer relação com a indústria de carnes".

Uma pessoa está internada no Hospital de Beneficência Portuguesa de Campinas com suspeita de doença neurológica priônica, um diagnóstico que, se confirmado, pode indicar várias enfermidades, entre elas, a variante humana da doença da vaca louca .

"Nunca houve um caso de Vaca Louca no Brasil e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, é altamente improvável que ocorra um caso da doença no país, tendo em vista que o gado no Brasil é estritamente alimentado a pasto", afirma a JBS no comunicado.

Procurado pela Reuters na quinta-feira, o hospital informou por meio de sua assessoria de imprensa que não há prazo para a conclusão do diagnóstico e que, para preservar a privacidade do paciente e da família, o hospital não divulgará outras informações sobre o caso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bois foram alimentados com produtos de origem animal

Do Jornale

A fiscalização federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou o abate de 175 bovinos no Paraná em função da ingestão de produtos proibidos na alimentação desses animais. Outros 230 bovinos foram interditados pela fiscalização e também podem ser abatidos se for comprovado, por exames de laboratório, que foram alimentados com ingredientes oriundos de subprodutos de origem animal.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) está colaborando com o ministério da Agricultura, que está intensificando a fiscalização sobre o uso da cama de aviário na alimentação de animais bovinos no Paraná. Essa prática é proibida pela legislação diante dos riscos de adicionar subprodutos de origem animal na alimentação dos bovinos.

A medida visa evitar que se instale no Brasil a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença da Vaca Louca. De acordo com o diretor do departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária da Seab, Marco Antonio Teixeira Pinto, nunca houve a manifestação dessa doença em animais no território brasileiro, mas infelizmente o Brasil é classificado como sendo um país de risco controlado para a ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina, porque entre outros motivos os produtores usam a cama de aviário na alimentação de ruminantes.

Alguns abatedouros não fazem a retirada da linha de abate de materiais de risco específico como encéfalo, olhos, medula espinhal, amídalas, baço e terço final do intestino delgado, locais onde há a maior concentração de príons, que pode originar a doença da Vaca Louca.

A recomendação, diz Teixeira Pinto, é que esses elementos devem ser retirados da carcaça do animal e incinerados, para impedir a sua reciclagem pelas graxarias que produzem farinhas de carne e ossos, produtos permitidos somente na fabricação de rações de aves, suínos, cães, gatos e peixes.

Ele alerta que se os produtores não abolirem a prática do uso da cama de aviário como alimentação aos animais, os ruminantes podem estar expostos ao risco de contaminação. Além disso, contribuem para a manutenção do Brasil na classificação de risco controlado para a incidência da EEB pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que traz restrições à exportação de carnes e subprodutos derivados de ruminantes como bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos.

O veterinário afirma que no caso específico da cama de aviário, fazem parte de sua composição além do substrato (cepilho, casca de arroz, etc.), a ração das aves que cai dos comedouros e as fezes das aves. É importante salientar que na ração das aves é permitido o uso de farinha de carne e ossos, que é feita com os resíduos de abatedouros (carcaças ou parte de carcaças de animais não destinados ao consumo humano como ossos, penas, sangue e vísceras). Mas esses ingredientes agravam o risco de contaminação, salienta Teixeira Pinto.

Para o secretário de Agricultura, Erikson Camargo Chandoha os abates e interdições dos animais no Paraná foram necessários para cumprir a legislação em vigor, mesmo não apresentando qualquer tipo de constatação de casos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB), mais conhecida como Doença da Vaca Louca. “Mantemos um constante trabalho de alerta aos pecuaristas paranaenses. Nossa fiscalização se mostra eficiente e rigorosa para não darmos brechas a descuidos no setor”.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Industria de venenos Milênia enxuga produção

Do Valor Econômico

Valor, 11.11.2010


SÃO PAULO - A Milenia, controlada pelo grupo israelense Makhteshim Agan, não resistiu à disparada das vendas de defensivos genéricos asiáticos no Brasil nos últimos anos e anunciou ontem uma profunda reestruturação de seus negócios, que inclui a readequação de unidades produtivas, o enxugamento do portfólio e a demissão de 250 funcionários.

Segundo Luiz Cláudio Barone, que assumiu a presidência da Milenia em janeiro de 2002, pouco antes de consumada a transferência integral do controle da companhia à múlti de Israel, os problemas começaram em 2008, com a derrubada das barreiras às importações dos genéricos, sobretudo chineses. A abertura levou empresas de China e Índia a elevarem suas capacidades de produção para vender mais no Brasil, o que acelerou do avanço dos genéricos no país, mais baratos para os agricultores.

Paralelamente a esse avanço, lembrou Barone, houve a introdução do conceito de similaridade na regulamentação do registro de novos produtos que barateou o processo e estimulou novos concorrentes a entrarem no mercado, aprofundando os problemas da companhia, que não conseguiu manter o mesmo ritmo de crescimento observado entre 2002 e 2008. Em 2002, a Milenia faturou US$ 246 milhões no país; em 2010, o valor deverá se aproximar de US$ 400 milhões, mesmo nível de 2009.

Barone esclarece que a Milenia não fechará nem a fábrica de Londrina (PR), sua base principal, nem a unidade de Taquari (RS), mas que linhas específicas de produção serão descontinuadas para reduzir as respectivas ociosidades. O portfólio será reduzido e focado nos produtos de margens melhores destinados ao cultivo de soja, milho, cana, café e algodão. "A empresa não vai mais atuar em pequenos segmentos, com pequenas embalagens", disse ele.

Barone garantiu que o processo não significa o primeiro passou para o desaparecimento ou a venda da empresa pelo Makhteshim Agan, que fatura mais de US$ 2 bilhões por ano e que desde janeiro tem um novo presidente mundial, Erez Vigodman. "Vamos acelerar o crescimento da empresa. A ideia é crescer acima de dois dígitos", afirmou Vigodman sobre a Milenia em entrevista concedida logo após assumir o cargo.

Barone informou, ainda, que a Milenia pôs à disposição dos demitidos um pacote de desligamento com extensão de planos de saúde e seguros de vida e assessoria para a recolocação, entre outros benefícios. O próprio Barone confirmou que só ficará no cargo até o fim deste mês, mas por conta de projetos pessoais que já estavam definidos.


(Fernando Lopes | Valor)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Análise identifica resíduos de herbicida em amostras de ovos

Da Agência USP de Notícias

Pesquisa apresentada na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (Universidade de São Paulo) identificou resíduos de herbicida em amostras de ovos comercializadas em São Paulo. A substância, possivelmente incorporada por intermédio da alimentação das galinhas, pode contribuir com o aparecimento de doenças crônicas em seres humanos. O estudo recomenda maior orientação aos produtores de alimentos, visando evitar o uso inadequado de pesticidas e medicamentos nos cultivos agrícolas e criações de animais.

A pesquisa buscou resíduos de agrotóxicos existentes nos ovos, por serem alimentos bastante consumidos pela população em geral. “Sabe-se que essa produção utiliza grande quantidade de agrotóxicos, para combater doenças nos animais”, afirma a bióloga Cláudia Ciscato, que realizou a pesquisa. Parte das amostras foi enviada por uma granja e as demais adquiridas no comércio, para simular o consumo do produto e verificar a presença de contaminantes.

Os ovos foram submetidos a análises capazes de identificar de 140 a 150 substâncias tóxicas diferentes, entre organoclorados, organofosforados, carbonatos, pireticidas e alguns tipos de fungicidas e herbicidas. “Durante os testes, detectou-se a presença de herbicida, possivelmente utilizado para combater pragas surgidas no cultivo do alimento fornecido aos animais”, conta. “O mais provável é que o pesticida, ao ser incorporado pela galinha durante a alimentação, tenha se translocado para o ovo.”

Segundo Cláudia, cerca de 80% das amostras alimentos de origem vegetal e animal analisados habitualmente em laboratórios não possuem resíduos de agrotóxicos, ou estes são encontrados em valores abaixo dos tolerados pela legislação. “O restante das amostras, porém, contém produtos que não possuem legislação pertinente, ou seja, são usados de forma indevida pelos produtores para o controle de doenças e pragas, podendo trazer riscos para a saúde humana.”

Riscos

O contaminante encontrado nos ovos não necessariamente irá causar impacto imediato no consumidor, aponta a pesquisadora. “Seria necessário verificar a dieta de quem consome o produto, pois as quantidades encontradas não são suficientes para causar uma intoxicação aguda”, observa. “Entretanto, a longo prazo, há a possibilidade do herbicida contribuir para alguma doença crônica, como alergia, reumatismo, problemas nos sistemas nervoso e reprodutivo, além do aparecimento de tumores.”

De acordo com Cláudia, os maiores riscos de contaminação recaem sobre os próprios animais e as pessoas que aplicam os agrotóxicos. “Em muitos casos, por falta de orientação, os aplicadores não tem ideia da dosagem adequada para aplicação”, alerta. “Também faltam indicações sobre o perigo de adotar produtos inadequados para uso animal, como defensivos agrícolas.”

Para prevenir os riscos de contaminação, a pesquisadora recomenda maior orientação aos produtores de alimentos de origem vegetal e animal. “E necessário que haja monitoramento da parte do governo, para verificar a situação da alimentação e dessa forma, orientar o pessoal do campo, para que haja produção de alimentos com qualidade”, enfatiza.

O trabalho faz parte da tese de doutorado de Cláudia Ciscato, orientada pela professora Elenice Souza Espinosa, do Departamento de Patologia Experimental Comparada da FMVZ. Os testes com as amostras de ovos aconteceram no Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura de São Paulo. A pesquisa teve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A EMBRAPA : QUE VERGONHA.

Enquanto vamos avançando e ganhando já há dois anos o prêmio de maior consumidor de agrotóxicos do planeta e precisando de estudos nacionais sobre resíduos de venenos em nossas águas a nossa Empresa de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA prefere navegar em outros mundos.

Em 2008 despejamos 700 milhões de quilos de veneno em nosso ambiente, contaminamos solos, água, alimentos, trabalhadores, pessoas, etc.. e a EMBRAPA vai estudar contaminação de águas subterrâneas em país africano. Como diria o jornalista ISTO É UMA VERGONHA e um desrespeito a população brasileira que paga os gastos da empresa.

Vejam a matéria abaixo postada, ontem, 19/10/2010 no AgoraMS:

AGRO-PECUáRIA - DOURADOS - - MS

Mato Grosso do Sul, Terça-Feira, 19 de Outubro de 2010 - 09:27

Embrapa vai estudar contaminação por agrotóxicos em país africano
Um projeto de cooperação técnica internacional entre a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) e a Universidade de Lomé, no Togo, localizado no Oeste da África, vai viabilizar o estudo da contaminação de águas subterrâneas por agrotóxicos em áreas produtivas de hortifrutigranjeiros no país africano.

Com o tema “Lixiviação de pesticidas e contaminação do lençol freático em áreas costeiras de produção vegetal no Togo”, o projeto é um dos seis aprovados - entre 61 propostas apresentadas por unidades da Embrapa – na Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária, para os quais foram destinados 480 mil dólares. Os trabalhos serão iniciados no começo de
2011 e terão duração de dois anos.

“A preocupação dos pesquisadores do Togo é muito grande quanto ao impacto da atividade agrícola na água”, destaca o pesquisador líder do projeto, Rômulo Penna Scorza Junior. Ele explica ainda que a cooperação entre a Embrapa e a Universidade engloba tanto a parte técnico-científica, quanto a capacitação dos africanos.

Após os experimentos de campo e a coleta das amostras na região de Lomé, capital do Togo, as análises serão realizadas no Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas da Embrapa Agropecuária Oeste. “Dependendo dos resultados, eles podem servir de subsídio para a elaboração de políticas públicas para o uso mais adequado dos produtos evitando, assim, mais contaminações por agrotóxicos”, explica Rômulo.

Outro componente do projeto é o treinamento de pesquisadores africanos para o uso de um programa de computação para avaliar o potencial de contaminação dos recursos hídricos por agrotóxicos.

Plataforma

A finalidade da Plataforma África-Brasil é incrementar a inovação e o desenvolvimento da agricultura no continente africano através de parcerias entre organizações africanas e brasileiras. Os parceiros do programa, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), são: organizações africanas nacionais e sub-regionais de pesquisa e desenvolvimento; Agência Brasileira de Cooperação; Forum for Agricultural Research in Africa; International Fund for Agricultural Development; United Kingdom Department for International Development e Banco Mundial.

domingo, 17 de outubro de 2010


Temos mais um instrumento de consulta O Jornal eletrônico O DIARIO VERDE, lançado este final de semana, traz notícias sobre meio ambiente, biodiversidade e sustentabilidade.

O Jornal O DIARIO VERDE pretende, também, veicular informações sobre segurança alimentar, produção orgânica, transgênicos e inovações para a melhoria da qualidade de vida.

Acesse O Diário Verde

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Orgânicos, da carne à cervejinha


Com o título acima o Portal Estadao.com.br traz matéria de Cíntia Bertolino do "O Estado de S.Paulo" e foto de Felipe Rau/AE sobre o recém-inaugurado Quintal dos Orgânicos, na Vila Madalena, misto de mercado e cafeteria.

Em um amplo galpão na Vila Madalena começou a funcionar nesta semana o Quintal dos Orgânicos, misto de loja e cafeteria em que tudo o que está à venda - e é servido ali - é orgânico, como diz o nome. E você não encontra apenas legumes, frutas e verduras cultivados sem agrotóxicos. A oferta de produtos orgânicos deste mercado inclui cafés, azeites, vinhos e até carnes.

Os legumes, verduras e frutas chegam diariamente e são dispostos no bonito mobiliário rústico feito com madeira de demolição. As frutas vêm com uma plaquinha indicando onde foram cultivadas. Assim fica-se sabendo que a mexerica viajou desde Montenegro, Rio Grande do Sul. A laranja lima vem de Arapiraca, Alagoas e o melão espanhol de Santa Teresinha, Paraíba.

Tamanha atenção faz parte da filosofia do proprietário Nardi Davidson. "Só vendemos o que está na época. Não é como um supermercado comum em que tem melão o ano inteiro", avisa.

Nos refrigeradores laterais, uma boa surpresa. Contra-filé, miolo de alcatra, coxão duro, patinho, costela em tiras, produtos da linha orgânica da Friboi.

Para ser considerado orgânico o gado não pode ser tratado com medicamento alopático e alimentado em pasto sem aditivos químicos. As carnes ficam ao lado dos laticínios: ricota e mussarela de búfala, queijo minas, queijo tipo brie.

Graças à oferta de condimentos, azeites, vinagres, massas e mudas de ervas para levar para casa é possível montar uma refeição completa orgânica, incluindo bebidas - sucos, a uma cerveja da Eisenbahn, e vinhos como o chileno Novas, Emiliana.

A cafeteria serve café da manhã e almoço. O cardápio funciona com preço fixo (R$ 26) e oferece cremes, tortas, saladas, legumes e sucos que mudam diariamente. "O cardápio muda de acordo com o que houver de melhor aqui no dia", diz Davidson.

Quintal dos Orgânicos
R. Fradique Coutinho, 1.416,
Vila Madalena. 2386-1881.
Das 7h30/20h. Café da manhã: 7h30/10h. Almoço até as 15h

Disponível em Estadao.com.br


domingo, 10 de outubro de 2010

Reflexões sobre o mundo da criança por Mário Sérgio Cortella.

Nesta manhã de domingo depois do café da manhã, me deparo com o Professor Mário Sérgio Cortella no Google video. Como apreciador de seus ensinamentos, dei-me o tempo para escutá-lo. Reflexões que aparentemente são do mundo infantil dizem muito mais a respeito de nós mesmos nos dias de hoje e de nossas vidas, portanto, para aqueles que se dispuserrem a peder 51'44", ai esta esta brilhante aula.

domingo, 26 de setembro de 2010

Agrotóxicos e a Dengue - primeira parte


Voltarei a discorrer sobre o assunto em tela.
Abaixo encontram-se orientações para as possíveis intoxicações que podem ocorrer com o uso de agrotóxicos do grupo químico dos organofosforado. O MALATION está sendo recomendado para combate ao mosquito da dengue este ano pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Diga-se que esta molécula já havia sido retirada pelo Ministério da Saúde, dado sua alta toxicidade, então fica aqui a pergunta:

Por que é que quanto mais se usa venenos nestas campanhas, mais se usa venenos nestas campanhas?????

Informações Médicas de Urgência nas Intoxicações por Organofosforados e Carbamatos

ORGANOFOSFORADOS e CARBAMATOS

Usos: Inseticidas e acaricidas.
Vias de absorção: Oral, respiratória, dérmica.
Aspectos toxicológicos: Inibidores da colinesterase.

Sintomas e Sinas Clínicos

Síndrome Colinérgica: sudorese, sialorréia, miose, hipersecreção brônquica, colapso respiratório, broncoespasmo, tosse vômito, cólicas, diarréia.

Síndrome Nicotínica: fasciculação muscular, hipertensão arterial transitória.

Síndrome Neurológica: confusão mental, ataxia, convulsões, depressão dos centros cardiorespiratórios.

Diagnóstico Laboratorial

Doseamento da colinesterase sanguínea (abaixamento de 25% ou mais no nível de pré-exposição indica intoxicação.

Tratamentos:

Sulfato de atropina, I.M. ou I.V. 1 a 6 mg cada 5 a 30 min., até a atropização leve.
Oxinas (contrathion): 1-2 g/dia, nos 3 primeiros dias; são contra-indicadas nas intoxicações por inseticidas carbamatos.
Manter o paciente em repouso sob observação, no mínimo por 24 horas, após remissão dos sintomas.

CONTRA-INDICAÇÃO: morfina, aminofilina e tranqüilizante

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Libertas Quae Sera Tamen


São 14h31 de um sete de setembro, onde as praças estiveram aos toques dos rumores dos tambores dos desfiles militares, numa torpe reafirmação de uma liberdade que ainda não chegou neste país.

Entre sonhos do filme “A Origem” que fui assistir domingo e do dia de ontem dedicado a filosofia ( pequenos aprendizados), me encontro agora depois de uma boa macarronada, arrematada com um Bourbon Amarelo ( Dona Matilde), sul de Minas, de sabor suave e marcante, com notas de cítricos no final do palato, um bom café.

Assim com gosto de café na boca lembro que o governo proibiu o endossulfan.
Os cafeicultores andaram reclamando de tal proibição(tiodan), afirmando que suas lavouras estariam sob risco, que seriam devastadas por seres horrentos e famintos.

Ora, ora senhores, o endossulfan é organoclorado, extremamente tóxico, cancerígeno, causa disrupção endócrina, é bioacumulável, produz biomagnificação e fica ai por um período muito longo de tempo causando malefícios a todos nós deste planetinha perdido no universo.

Como os lobbs foram muito eficientes, hoje, temos uma proibição no longo prazo, ou seja, somente em 2013. Desta forma garante-se um processo que possa ZERAR os estoques atuais, mesmo que a importação ainda esteja permitida (diga-se importação permitida para manter fluxo de caixa), enquanto se realiza avaliação de outros produtos substitutivos.

NÃO É PESSOAL! É UM GRANDE ACORDO. TODOS sabem BEM. A indústria, o governo, os agricultores, enfim - ... grande acordo.

Admitamos, NÓS FAZEMOS DE CONTA QUE ACREDITAMOS QUE TUDO ESTÁ CONFORME OS DITAMES E PARABENIZAMOS A TODOS, enfim, depois de vinte e cinco anos, definitivamente, parece que só faltam 3 anos para banirmos tal molécula de nosso meio.

Em tempo, não se esqueçam do DICOFOL.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O paradigma dos agrotóxicos - um exemplo

Há mais ou menos 50 anos que a indústria do veneno vem constantemente renovando seu velho ideário: “SEM VENENO NÃO SE CONSEGUE PRODUZIR” ou “COMO VAMOS MATAR A FOME DO MUNDO SEM PRODUÇÃO EM LARGA ESCALA? SEM O USO DA TECNOLOGIA DO VENENO?”. A resposta é simples: isto é um paradigma e, como tal, pode ser mudado, pois existem outros modelos que podem ocupar o seu lugar. PRODUZIR SEM VENENO É POSSÍVEL SIM E, EM LARGA ESCALA, alimentando muito melhor, com fartura, qualidade nutricional, segurança e soberania alimentar. O que falta é apoio.

Bem voltando ao modelo agrícola vigente (paradigma da produção oficial) de tanto ser repetido, repetido e repetido esse discurso,com o apoio oficial e de “cientistas” e profissionais dos setores envolvidos essa idéia foi disseminada e, hoje, agricultores tem isto como uma grande verdade. Os "cientistas" e profissionais dos setores envolvidos, também, juram tal verdade, repudiando qualquer outra forma de produção agropecuária que não seja tecnologicamente dependente da tecnologia dos venenos.

Resumindo: criaram um paradigma (modelo) que atendem aos seus interesses.

No video postado no Youtube chamado "Grupo de Macacos" podemos ver de forma divertidada como é possível criar uma verdade, senão vejamos:

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agrotóxicos, crianças e défict de atenção.

Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro)

Do Portal Paraná Online
Por Leonardo Coleto

O Portal Paraná Online informa que desde o último dia 19, profissionais da agronomia, agricultores e comerciantes contam com um novo serviço online. Trata-se do Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O mecanismo tem como objetivo o monitoramento eletrônico do comércio e venda de agrotóxicos no Paraná. Com uma semana de funcionamento, os responsáveis pelo Siagro chegaram a registrar mais de seis mil receitas produzidas por agrônomos vinculados aos cerca de dois mil comerciantes já envolvidos com o Siagro.

"Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização e de Insumos da Seab, Adriano Riesemberg, o novo sistema substituirá uma pilha de três milhões de documentos recebidos anualmente pela Seab. "Antes do Siagro, todos os comerciantes de agrotóxicos do Paraná tinham que enviar mensalmente para a Seab uma via das receitas agronômicas que lhes autorizavam a venda de produtos para agricultores. É uma montanha de papel e, por conta desse volume, não tínhamos condições de aproveitar as informações presentes nesses documentos", diz".

Leia a matéria completa no Paraná Online

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Rio de Janeiro proibe endossulfan

O endossulfan, agrotóxico, organoclorado segundo a IUPAC, recebeu no passado aqui no Brasil o registro como do grupo dos ciclodienos,escapando do banimento dos clorados em 1985. Altamente persistente no meio ambiente, carcinogênico, dentre outros probelmas para a saúde ambiental e humana, tem sido largamente utilizado no país, em função de seu alto poder tóxico e de ser barato comparado com outros produtos utilizados com a mesma finalidade. Várias tentativas estão sendo feitas para baní-lo definitivamente do país.
Dentre elas está a probição feita em dezembro passado pelo Rio de Janeiro, numa iniciativa que lembra o início das lutas contra os agrotóxicos, na década de 80, quando setores se mobilizaram para proibir os organomercuriais e organoclorados de nosso meio.

Temos que seguir o exemplo aqui no Paraná retirá-lo definitivamente do nosso estado.

Veja abaixo a íntegra da Lei:

LEI Nº 5622, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009

PROÍBE A UTILIZAÇÃO, PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO ENDOSULFAN NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica proibida a utilização, produção, distribuição e comercialização do produto Endosulfan em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Art. 2º O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data de sua publicação.

Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2009.

SERGIO CABRAL
Governador

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Alimentos orgânicos são viáveis?


De "O JORNAL" de Cassilândia/MS

Com o título "Orgânicos oferecem opção de renda e produção saudável" reportagem de "O Jornal" de Cassilândia, Mato Grosso do Sul, o ator Marcos Palmeira fala sobre a produção de alimentos orgânicos em sua fazenda no Rio de Janeiro, confira abaixo:

“Produção orgânica é viável, é rentável e a natureza agradece”. Seguindo este lema o ator e produtor rural Marcos Palmeira, realizou seu sonho de possuir uma propriedade rural totalmente natural, livre da utilização de agrotóxicos e com a integração como forte aliada. Proprietário da fazenda Vale das Palmeiras, localizada em Teresópolis (RJ), o produtor apresentou sua experiência e os bons resultados desse cultivo, durante a palestra Sistemas Agroecológicos de Produção, realizada na tarde desta quinta-feira (22) durante a Feira do Empreendedor, do Sebrae/MS.

O produtor, que defende a valorização pessoal e a preservação à natureza, apresentou aos participantes sua história, que teve início com a conscientização de seus funcionários. “Quando adquiri a fazenda, percebi que os agricultores não consumiam a produção da horta e pomar, isso porque eles sabiam os riscos dos agrotóxicos utilizados. A partir daí, percebi a importância dos alimentos produzidos sem veneno e decidi mudar a rotina do cultivo”, explica.

Com o apoio do sócio e engenheiro agrônomo Aly Ndiaye, Marcos Palmeira revolucionou o cultivo de hortaliças e legumes, adotou o replantio de florestas, a fabricação do adubo utilizado, a utilização dos próprios animais no combate às pragas e provou que a simplicidade e o respeito ao meio ambiente também podem oferecer bons resultados financeiros. “A produção orgânica não é novidade, é apenas um resgate da forma como nossos avós e bisavós trabalhavam na roça, sem o uso de produtos tóxicos, sem a destruição do meio ambiente. Isso reflete diretamente nos resultados da produção animal e na mesa e na saúde da população”.

Atualmente, a marca Vale das Palmeiras é a responsável por grande parte do abastecimento de orgânicos no Rio de Janeiro. Cerca de 86% de sua produção é destinada aos supermercados. “Ainda há o mito que os orgânicos são caros e inacessíveis. Cada dia mais esse mito se dissolve e tanto a população, quanto o produtor, percebem que sem gastar com agrotóxicos, a produção é mais barata, com produtos de qualidade e saudáveis. Temos que valorizar a terra, é dela que tiramos o que comemos”, finaliza Marcos Palmeira.

Leia mais no O Jornal

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Associação dos Consumidores Orgânicos do Paraná - ACOPA lança blog


Em comemoração aos seus dez anos de existência a Associação de Consumidores Orgânicos do Paraná realiza neste final de semana várias atividades comemorativas.
O evento terá inicio, hoje, 15 de julho de 2010, no Espaço Maurício Burmester do Amaral, no Mercado Municipal Orgânico de Curitiba, a partir das 17h30. Na programação constam além da abertura ofical, várias palestras sobre 1)Alimentos Orgânicos e Saúde, às 18h30, 2)Desafios: Aproximando Produtores e Consumidores, às 19h10, 3) Consumidores Orgânicos: Importância para a formação Cidadã, às 19h50, Homenagem aos presidentes Anteriores da Associação, consumidores, produtores, parceiros, entidades e instituições, às 20h30, finalizando com um Coquetel e apresentação Cultural.

Sábado estão previstas a inauguração da Baraca da ACOPA na Feira de Alimentos Orgânicos do Passeio Público e um Almoço Orgânico (por adesão), já para domingo preve-se um passeio em propriedades orgânicas.


Damos os parabéns por todo o trabalho nestes 10 anos de vida, torcendo que a ACOPA mantenha seu trabalho sério, comprometido com a Saúde Ambiental e Humana.

Veja mais no Blog da ACOPA

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Luta contra os agrotóxicos começa nos supermercados

Do Portal Tribuna do Norte de Natal.

Matéria de hoje postada na Tribuna do Norte informa que:

Todos os supermercados de Natal terão de se adequar ao que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina em relação à venda de alimentos com agrotóxicos. O Ministério Público notificou os supermercados de Natal e a Ceasa para cumprir as normas no prazo de 10 dias úteis. A medida foi necessária após divulgação de uma pesquisa que aponta existir excesso de agrotóxicos em várias amostras de verduras e frutas vendidas no Rio Grande do Norte.

O promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres, disse que as notificações foram necessárias por causa da grande quantidade de produtos que apresentaram contaminação, somado aos fatores de risco para a saúde da população.

O Ministério Público do Trabalho e do Meio Ambiente está fazendo um trabalho de fiscalização junto aos fornecedores, para tentar coibir a exposição do trabalhador agrícola aos prejuízos causados pelo uso indevido dessas substâncias e ainda pelos danos ambientais nas áreas de plantio.

A pesquisa, que faz parte do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), constatou que 11 supermercados do Estado estão com índice insatisfatório em torno de 23,74%, abaixo do índice nacional que é de 29%. A equipe de nutrição do hospital Giselda Trigueiro alertou que muitas doenças podem ser geradas pelo uso indiscriminado dessas substâncias. Uma delas é o câncer, por ser uma doença multifatorial.

“O câncer é gerado por diversos fatores, tanto externos como internos, mas as pesquisas indicam que o alimento tem forte influência para acelerar ou retardar o aparecimento da doença”, declara Kaliana Martins, nutricionista.

O produto campeão em amostras insatisfatórias no RN foi o abacaxi. Produto rico em vitamina C, fibras e minerais, altamente digestivo. “Indicamos boa parte das verduras e frutas aos pacientes, de acordo com a necessidade nutricional. A ingestão deles associada aos agrotóxicos elimina por completo seu teor nutritivo, prejudicando a saúde a longo prazo”, enfatiza Aliene Loiola, nutricionista do Giselda.

Peres acredita que existem dois fatores para o aumento do uso dessas substâncias, uma delas seria a busca pelo lucro, fazendo com que fornecedores injetem mais produtos químicos na lavoura favorecendo o crescimento mais rápido, como também a colheita antes do prazo, fazendo com que o produto químico permaneça no alimento, não sendo degradado em tempo hábil pelo meio ambiente.

Fátima Rodrigues, do Centro de Informação Toxicológica de Natal, alerta para os sérios danos que esses componentes químicos causam aos seres humanos. “Grande quantidade de ingestão dessas substâncias pode provocar sérios problemas, desde vômitos até a morte, a inalação por parte dos trabalhadores da lavoura é ainda mais perigoso, causando distúrbios visuais, neurológicos, podendo levar a morte em pouco tempo.

As hortaliças e as culturas do tomate, morango e batata utilizam agrotóxicos conhecidos como organofosforados e ditiocarbamatos, que são considerados por pesquisadores como os prováveis causadores das doenças neurocomportamentais, como a depressão.

Fátima afirma que existem relatos de trabalhadores, expostos por um longo período, que sentem dificuldade para falar, ansiedade, falta de concentração e deficit na memória.

Veja a Tribuna do Norte

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CRIANÇA NÃO É ADULTO PEQUENO


A ANVISA vem cuidadosamente trabalhando no Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos - PARA.

A metodologia que orienta as análises do programa é a mesma utilizada pelos programas de controle de resíduos na Europa e nos Estados Unidos, referendadas pelo CODEX ALIMENTARIUS, inclusive para o processo de amostragem.

A ANVISA, mesmo tendo a participação de poucos laboratorios no programa, vem sistematicamente colaborando na implementação das ISOs 17.025, 9.000 dentre outras do Sistema de Gestão da Qualidade. Visa com essa ação dar garantias a acreditação de suas análises.

Não tem medido esforços numa labuta diária na busca da implementação da infra-estrutura destes laboratórios, com repasses de verbas e compra de equipamentos de análises de última geração.

O grande problema dos resíduos não é a possibilidade intoxicações agudas (imediatas), o risco está na probabilidade de ocorrência de doenças no futuro (canceres, desequilibrios endocrinológicos e outras), fruto da exposição crônica a estes venenos e, principalmente, em pequenas doses.

Alguns Toxicologistas do país, ainda, trabalham com o conceito formulado pelo físico-químico Paracelsus, no século XVII, de que “Tudo é veneno a depender da dose”. As coisas mudaram nestes últimos três séculos. O que deve ser analisado aqui é a concentração do produto e a sua ação em pequenas doses no longo prazo.

A ANVISA ESTÁ CORRETA

Mesmo que os fatores de segurança possam ser defendidos ( o que não é o caso), as crianças continuam sob maior risco, dado que os estudos de Ingestão diária Aceitável, baseado em Limites Máximos de Resíduos é calculado para uma pessoa adulta, sem distinção de sexo, e com peso de 60 quilos. NÃO É O CASO DAS CRIANÇAS.


CRIANÇA NÃO É ADULTO PEQUENO

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Humanos transgênicos - chegaremos lá????


Do Globo Rural

Salmão transgênico pode ser aprovado para consumo por comissão americana

No site do Globo Rural consta a notícia de que a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) estuda a aprovação da venda do primeiro animal geneticamente modificado produzido para consumo alimentar humano: um salmão transgênico, que chega a alcançar o tamanho ideal para comercialização na metade do tempo utilizado normalmente.

Estamos exatamente na direção apontada por alguns cientistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, que na década de 70, depois do advento do primeiro experimento de engenharia genética, em 1973(inserção de gene de resistência a antibióticos em escherichia colli) alertavam para os perigos desta tecnologia. Um dos alertas foi a preocupação com o vazamento destes experimentos para às mãos da inciativa privada.

Diziam que provavelmente os primeiros experimentos seriam feitos na área da agricultura seguido de experimentos e comercialização de animais modificados.

Será que teremos em breve um novo Homo? Se sim poderíamos dar início as buscas de uma nova taxonomia, fica minha sugestão para que se materialize o Minotauro.

Leia a matéria no Globo Rural

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Repetidas exposições aos agrotóxicos aumenta o risco da doença de Alzheimer

A informação abaixo vem confirmar o que a anos insistimos em afirmar - que agrotóxicos estão relacionados com doenças como Alzheimer e Parkinson, veja o texto:

Repetidas exposições a agrotóxicos, tal como ocorre em relação em qualquer uso profissional, está associado com um risco aumentado para a doença de Alzheimer (AD), na velhice, segundo um estudo publicado na revista Neurology. Os pesquisadores usaram dados de estudo de memória e envelhecimento e encontraram associações entre a exposição ocupacional aos agrotóxicos, demência e Alzheimer.

Os organofosforados e organoclorados inibem a acetilcolinesterase em sinapses no sistema nervoso somático, autônomo e central e, portanto, pode ter efeitos duradouros sobre o sistema nervoso. Dos 3084 indivíduos sem demência no início do estudo, 572 relataram algum tipo de exposição a pesticidas. Os pesquisadores descobriram que 500 deles desenvolveram demência incidente, e destes, 344 tiveram um diagnóstico primário ou secundário da AD. Após o ajuste para a idade de referência (centrada em 65 anos de idade), educação e status, o estudo mostrou um risco aumentado de demência em pessoas expostas a qualquer pesticida.

Veja mais em Neurology 2010
Hayden KM, MC Norton, Darcey D, Østbye T, Zandi PP, JCS Breitner, et al.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Bulgária proíbe OGM em alimentos para crianças.

Enquanto aqui no Brasil nos debatemos com a questão da rotulagem dos transgênicos, apesar da obrigatoriedade, a ilegalidade continua farta e solta, seguindo a regra geral da impunidade.

Não bastasse os agrotóxicos autorizados segundo uma metodologia que deixa as crianças sob um risco incalculado, também ninguém se preocupa com a possibilidade de dano a saúde oriundo do uso de OGM em alimentos in natura ou processados, basta ler o rótulo do primeiro chocolate que estiver ao alcance de sua mão na gôndola do supermercado verificando na composição do produto apresença de lecitina de soja. Ora a maioria da soja hoje produzida no Brasil é transgênica, cadê a símbolo informando que é OGM.

A proibição de todos os produtos geneticamente modificados e ingredientes para a preparação de alimentos de crianças na Bulgária, foi proposta na quarta-feira numa alteração na Lei de Alimentos búlgaro.

O interessante é que a alteração foi proposta pelo Desislava Taneva, presidente da comissão parlamentar da Agricultura e Florestas, do partido GERB e dois outros deputados da extrema-direita "Blue Coalition".

Prevê uma proibição total sobre a distribuição e venda de produtos alimentares que contenham organismos geneticamente modificados (OGM) em creches, orfanatos, escolas e estabelecimentos comerciais.

Será permitida a venda somente se o produto estiver claramente identificado e em pontos de venda previamente estabelecidos e identificados também, tais como gôndolas, prateleiras, stands, etc.

Deverá ser exercido um controle rigoroso de todas as fases desde a produção e distribuição dos trangênicos, bem como de toda matéria prima e ingredientes dos alimentos, também deverá ser proibido a liberação de OGMs no meio ambiente, mantendo-os confinados aos laboratórios.

Para nosso imediatismo e descontrole interessado, podemos ficar tranqüilos que medidas que protejam a saúde pública e ambiental não serão tomadas como de importância. O que interessa agora é o momento do circo. O pão pode ser feito com qualquer porcaria.

Leia mais

terça-feira, 8 de junho de 2010

Endossulfan - será que agora será proibido????

MP quer proibir no Brasil agrotóxico banido em 60 países

Usado em culturas de café e cana, endosulfam é acusado de causar câncer e problema endócrino

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA

O Ministério Público Federal vai ingressar na segunda-feira com uma ação civil pública para proibir o uso do agrotóxico endossulfam no Brasil. O produto, altamente tóxico, já foi banido em 60 países e é considerado pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como nocivo à saúde. Mesmo assim, continua sendo usado na lavoura.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil importou 1,84 milhões de quilos de endossulfam em 2008. No ano passado, o número saltou para 2,37 milhões de quilos.

Na edição de domingo, o Estado publicou reportagem mostrando que o País havia se transformado no principal destino de agrotóxicos proibidos em outros países.

A ação, que será proposta com pedido de liminar, requer a suspensão de informes de avaliação toxicológica do agrotóxico pela Anvisa. Medida que, se concedida, impedirá a comercialização do produto no País.

"Não há razão para tanta demora na adoção de ações que garantam o fim do uso do produto no País", argumenta o procurador da República Carlos Henrique Martins Lima.

A ação pede que a agência não conceda novos informes para produtos que levem o endossulfam, usado principalmente nas plantações de cacau, café, cana-de-açúcar e soja. Em caso de descumprimento, o MP pede fixação de multa diária de R$ 15 mil, revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Prejuízos à saúde. Associado ao aparecimento de câncer e a distúrbios hormonais, o endossulfam integra uma lista de 14 agrotóxicos submetidos a uma reavaliação do governo brasileiro por suspeita de serem prejudiciais à saúde. O processo, indispensável para retirada do produto do País, começou em 2008 mas, até agora, só um agrotóxico teve o destino definido. Para ser concluída, a reavaliação precisa ser analisada pela Anvisa, Ministério da Agricultura e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.

Lima garante ser dispensável a avaliação de toda a comissão. "A Anvisa tem como atribuição fazer vigilância sanitária. Se a agência conclui que produto é prejudicial à saúde não é preciso esperar o aval dos demais integrantes da comissão."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Consumo de agrotóxicos no Paraná é quatro vezes maior que a média nacional.

O último dado postado no blog de consumo de agrotóxicos no Estado do Paraná foi o relativo ao ano de 2008, com um total aproximado de 100 milhões de kilos/litro, para uma área total de 196.000 km2 o que perfazia um total de 510 kilos/litro de veneno por km2.

Agora o Intituto Paranaense de Desenolvimento Econômico e Social, divulgou notícia dia 27 de maio, em matéria intitulada: Paraná estabiliza perda de mata nativa e avança em gestão ambiental, demonstra que: "O Paraná utiliza 12Kg de agrotóxico por hectare ao ano, enquanto a média brasileira de consumo é um terço menor, de 4Kg/ha/ano. Os agrotóxicos utilizados no estado são considerados muito perigosos e perigosos, numa classificação que vai de pouco a altamente perigoso. Destes agrotóxicos, 60% são herbicidas. As regiões que mais consomem são a de Cascavel (23kg/ha/ano), Londrina (21 kg/ha/ano) e Ponta Grossa (20 kg/ha/ano). Nestas regiões, há também o uso de agrotóxico com o máximo nível de periculosidade".

Fazendo as contas, se o consumo é de 12 kg/ha isto significa um total de 1200 Kg/Km2, perfazendo um total de 235.200.000 quilos de veneno utilizados em 196.000 Km2, que é a área total do Estado do Paraná.

Ora, 1200 quilos de veneno por quilometro quadrado, com certeza extrapola, não só a média nacional de consumo mas, também, todos os Limites Máximos de Resíduos autorizados pela ANVISA.

Esta situação é completamente insustentável, remetendo a urgência de que medidas de restrições e controle sejam tomadas, já que estamos imersos em veneno. Há de se avaliar, também, todas as externalidades de nossa produção agropecuária e seus impactos ambientais e na saúde pública.

Esta semana considerada como SEMANA DO MEIO AMBIENTE devemos refletir de qual ambiente estamos falando e, mais, na 1º Conferência Nacional de Saúde Ambiental, realizada ano passado, o Estado do Paraná se destacou no cenário nacional por estar a frente da chamada intersetorialidade e transversalidade das ações neste área. É obrigatório então, que os pressupostos da Conferência sejam de fato assumidos pelas várias instâncias governamentasis e pela sociedade como um todo para que possamos proteger a saúde humana e ambiental em nosso território.

Produzir sim mas com sustentatibilidade não só nos discursos de momento.

Veja matéria do IPARDES

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cientistas desmascaram estudo da Syngenta sobre a Atrazina

Do Portal EcoAgência.

Afirmações enganosas e 117 das incorreções em revisão científica financiada pela empresa favorecem a Syngenta, menosprezando os efeitos danosos da atrazina.



Por AS-PTA

Em 2008 um grupo de cientistas associados à multinacional Syngenta (fabricante de agrotóxicos e sementes transgênicas) publicou uma revisão científica dos efeitos do agrotóxico Atrazina em animais aquáticos. O estudo concluiu que, “baseado numa sólida análise das evidências de todos os dados, a teoria central de que concentrações ambientalmente relevantes de atrazina afetam a reprodução ou o desenvolvimento reprodutivo em peixes, anfíbios e répteis não é sustentada pela vasta maioria de observações”. Entretanto, no início de 2010 cientistas independentes da Universidade do Sul da Flórida (USF) publicaram um artigo apontando conclusões muito diferentes.

Agora, um novo paper da equipe da USF investiga as discrepâncias e descobre que a revisão financiada pela Syngenta é tendenciosa e factualmente incorreta (a Syngenta é a principal fabricante da atrazina). Os cientistas da USF documentaram meticulosamente 122 “incorreções” e 22 “afirmações enganosas” na revisão. Todas as afirmações enganosas e 117 das incorreções favorecem a Syngenta, menosprezando os efeitos danosos da atrazina. Além disso, o estudo da Syngenta “criticou ou colocou dúvidas sobre a validade” de 94% dos estudos que descobriram efeitos adversos do agrotóxico, contra apenas 3% dos estudos que não o fizeram.

De acordo com a revista Science News, os cientistas da UFS foram motivados a realizar esta segunda análise sobre a ciência financiada pela Syngenta depois de descobrirem que alguns de seus próprios estudos haviam sido descaracterizados por ela.

Em notícias correlatas, o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, em inglês) divulgou novas análises do estudo de monitoramento da água que o EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) exigiu da Syngenta como uma condição para a atrazina continuar no mercado. O novo relatório do NRDC mostra que “de 153 sistemas aquáticos que foram amostrados entre 2005 e 2008, 100 (...) apresentaram resíduos de atrazina na água não tratada que excediam o limite federal de 3 ppb (partes por bilhão). E dois terços destes 100 sistemas apresentaram resíduos de atrazina maiores que 3 ppb na água tratada”.

Extraído de: Pesticide Action Network Updates Service (PANUPS), 14/05/2010.

N.E.: No Brasil o uso da atrazina é comum em milho, cana-de-açúcar, café, banana, abacaxi, cacau, entre outros.
AS-PTA/EcoAgência

domingo, 30 de maio de 2010

Água engaraffada e disruptores endócrinos

O Dr. Efraim Rodrigues no Portal LONDRIX postou matéria intitulada ÁGUA DOS BOBOS, onde discorre sobre as questões relacionadas ao consumo de água engarrafada. Chama a tenção para o fato de que "De toda forma você está também fazendo mal para você mesmo bebendo a água engarrafada. Como a garrafa é geralmente de plástico, você estará ingerindo disruptores químicos endócrinos que podem bloquear a testosterona, responsável entre outros, pela fertilidade masculina e o desejo sexual feminino. Os ftalatos, usados para deixar o plástico das garrafas e copinhos mais macios também causam problemas na formação de fetos. Leia o volume especial “The Plastic World” da Revista Científica Environmental Research de Outubro de 2008".

Leia toda a matéria no LONDRIX

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A ATRAZINA E A SAÚDE HUMANA

O herbicida atrazina, é classificado como moderadamente tóxico (classe III) no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA recebendo autorização de uso nas culturas agrícolas do abacaxi, cana-de-açúcar, milho, pinus, seringueira, sisal e sorgo.

Ocorre que a presença generalizada de atrazina no ambiente representa um risco para os seres humanos, fauna e aos ecossistemas em geral. O produto químico é conhecido por ser um potente disruptor endócrino, interferindo com a atividade hormonal de animais e seres humanos em doses extremamente baixas.

Pesquisas realizadas com sapos pelo Dr. Tyrone Hayes e outros cientistas estão demonstrando que em exposições menores que 0,1 partes por bilhão podem causar graves efeitos na saúde, incluindo uma espécie de castração química.

Estudos mostram que a atrazina também podem afetar o sistema reprodutivo humano, diminuindo a contagem de espermatozóides e aumentando as taxas de infertilidade. A atrazina tem sido associada a elevado risco de vários tipos de câncer, incluindo o linfoma não-Hodgkin, câncer de mama e de próstata.

Este veneno pode também retardar o desenvolvimento das glândulas mamárias e induzir o aborto em roedores de laboratório. Vários estudos têm demonstrado a correlação entre a atrazina com defeitos congênitos, lábio leporino, espinha bífida e síndrome de Down.

Estudos epidemiológicos indicam que níveis muito baixos de exposição através de água contaminada durante períodos chave da gravidez pode interferir com o desenvolvimento saudável do feto o que demonstra a necessidade urgente de proibição deste agrotóxico, em especial, neste momento em que o Ministério da Saúde está revisando a Portaria 518/2004 que trata dos padrões de potabilidade da água para consumo humano.

Um resumo de estudos recentes sobre os efeitos da atrazina à saúde podem ser encontrados na Pesticide Action Network.

Fonte: Pesticide Action Network.
Monografias dos agrotóxicos - ANVISA

sábado, 15 de maio de 2010

Desenvolver cultivos GM usando cultura de tecidos pode criar centenas ou milhares de mutações no DNA - parte II

Continuação:

Em alguns casos, as células que sofrem cultura de tecido e modificação genética terão, significativamente, mais mutações amplas no genoma do que células apenas desenvolvidas por cultura de tecido. Não está claro por que a inseração de gene tem esse efeito, mas cientistas especulam que o efeito decorra, em parte, de inserções mal sucedidas ou inserções de pequenos fragmentos de DNA do plasmídeo GM; tais inserções, algumas vezes, são dispersas ao longo de todo o genoma. Algumas mutações também podem ser devidas à soma de estresse por infecção por agrobactérias, biobalística ou exposição a antibióticos.

Em conjun to, o processo de inserção de genes, combinado com cultura de tecido, tipicamente resulta em centenas ou até mesmo milhares de mutações, incluindo pequenas deleções, substituições, inserções ou grandes rearanjos cromossômicos no código genético. As alterações são imensas. Dois estudos sugerem que 2%-4% dos segmentos de DNA de amostras de tecido, escolhidos aleatoriamente, eram diferentes dos controles não-GM. Além disso, estimativas baseiam-se em métodos de detecção que podem deixar escapar muitas mutações, tais como curtas deleções e inserções e a maioria das substituições de pares de bases. Portanto, o grau real de dano ao gene é provavelmente maior. Essas mutações amplas no genoma são encontradas em todas as plantas GM analisadas e são maiores em número que as mutações produzidas por inserção de transgene. Estudos de 2005 confirmam que a produção de RNA, de proteínas e de metabólitos é significativamente influenciada por alterações induzidas pela cultura de tecido e um deles concluiu que a "variação somaclonal pode ser uma fonte substimada de variação composicional". Esses tipos de mutações, entretanto, não são avaliados em cultivos GM de alimentos comercialmente liberados.
Se a planta GM original é cruzada durante várias gerações com a linhagem parenteral ou outras linhagens, muitas (mas não todas) das mutações pequenas, na extensão do genoma, podem ser corrigidas. Não se conhece, entretanto, quantos cruzamentos foram conduzidos nos cultivos alimentares e quantas mutações persistem. Além disto, determinadas espécies de plantas são propagadas vegetativamente - elas não cruzam com outras plantas. Essas plantas poderiam reter um vasto número de mutações criadas durante o processo de transformação GM. A batata GM que estava no mercado são exemplos de cultivos GM propagados vegetativamente e que, portanto, apresentam riscos maiores como resultados.

continua....

Referência:

HEINEMANN et al. Submission on application A549 Food Derived....., 2005 in Smith Jeffrey M. - Roleta genética: riscos documentados dos alimentos transgênicos sobre a saúde. João de Barro Editora. São Paulo. 2009.