quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Agrotóxico mata milhões de abelhas em Gavião Peixoto

José Maria Tomazela, do 

Laudos mostram que agrotóxicos usados para combater pragas causaram a morte de pelo menos quatro milhões de abelhas.

Sorocaba - Agrotóxicos usados para combater pragas em lavouras de soja, café e feijão e em herbicidas causaram a morte de pelo menos quatro milhões de abelhas em Gavião Peixoto, na região central do Estado de São Paulo.

Os laudos dos exames feitos em laboratório a pedido do departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município foram divulgados nesta terça-feira (18). As mortandades vêm ocorrendo desde 2012, mas se intensificaram em dezembro do ano passado. O município é grande produtor de mel e chega a colher dez toneladas por ano.
Os laudos apontaram a presença de glifosato, componente dos principais herbicidas comerciais, no organismo das abelhas. Os produtos com esse princípio ativo são usados para controle de ervas daninhas e como dissecante no manejo das lavouras.
Também foi encontrado o clorpirifós, um inseticida largamente usado para o controle de pragas em lavouras de grãos, cana-de-açúcar, laranja e café. De acordo com pesquisadores, a ação conjunta dos dois agroquímicos pode ter potencializado a toxicidade para as abelhas.
Alguns produtores perderam mais de uma centena de colmeias. O uso dos produtos químicos nas lavouras é liberado pelo Ministério da Agricultura, mas com controle na aplicação.
O departamento municipal de Agricultura e Meio Ambiente, com o apoio do departamento de Biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, busca alternativas para manter as abelhas longe do veneno usado nas plantações.
Uma delas é desenvolver a apicultura migratória, levando as abelhas para áreas de mata preservada. Também está sendo proposta a criação de um comitê para acompanhar o uso de defensivos nas lavouras.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

OS OUTROS E NÓS MESMOS

O texto abaixo escrito pelo Prof. Mário Sérgio Cortella:

“Visão de alteridade é a capacidade de ver o outro como outro, 
e não como estranho”. 

Continuando a falar em ética, ates de mais nada ela é a capacidade de
proteger a dignidade da vida coletiva. A nossa humanidade é compartilhada,
ser humano é ser junto.

Isso significa que é preciso saber que nossa convivência exige uma noção de
igualdade e se afastar de qualquer forma de arrogância.
Pessoas arrogantes acham que já sabem tudo, que são os únicos e se
relacionam com o outro por conta de alguma coisa.

Se entendermos a alma como nossa integridade esse tipo de comportamento
apequena nossa vida e nossa alma.
A arrogância faz com que as pessoas se tornem incapazes de ter uma visão de
alteridade: que nada mais é que enxergar o outro como outro e não como um
estranho.

Na maioria das vezes a arrogância vem acompanhada pela ganância, que 
resulta em apodrecimento ético. 

 A ganância faz a humanidade regredir. Nós humanos somos tão arrogantes e

gananciosos que nos achamos donos do planeta quando na verdade somos
apenas usuários compartilhantes. Queremos sempre mais e cada vez mais só
para nós.

Mário Sérgio Cortella